Confissão, prisão e revolta: os novos desdobramentos do caso Daiane Alves em Caldas Novas
O síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou o assassinato da corretora Daiane Alves Souza
O síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, teve sua prisão confirmada pela Polícia Civil de Goiás após confessar o assassinato da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 em Caldas Novas, no sul do estado.
O QUE ACONTECEU
Segundo o depoimento prestado às autoridades, Cléber admitiu ter matado Daiane após uma discussão no subsolo do condomínio em que ambos residiam e em que ela trabalhava administrando imóveis.
De acordo com as investigações, ele teria agido sozinho e, após o crime, colocado o corpo da vítima na carroceria de sua picape antes de abandonar os restos mortais em uma área de mata em Caldas Novas. A própria confissão levou os policiais ao local onde o corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição. O registro audiovisual das câmeras de segurança do prédio contradiz a versão inicial de Cléber, que havia negado ter deixado o local na data do desaparecimento.
Além de Cléber, o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foi detido sob suspeita de participação no crime ou de obstrução das investigações. Investigadores também conduziram coercitivamente à delegacia o porteiro do edifício para esclarecimentos sobre o caso.
Os desdobramentos sociais do caso também ganharam destaque. Imagens divulgadas pela imprensa mostram o apartamento do síndico revirado e pichado com a palavra “assassino”, reflexo da revolta de moradores e vizinhos após a prisão. O hall do condomínio onde Cléber atuava como síndico também foi vandalizado.
Investigações apontam que conflitos e litígios judiciais anteriores entre a vítima e o síndico — incluindo dezenas de processos civis e criminais movidos por Daiane contra Cléber — podem ter influenciado a dinâmica do crime, embora as circunstâncias completas ainda estejam sob apuração pelas autoridades.
O caso, que mobilizou forças-tarefa de investigação em Goiás, passou de desaparecimento a homicídio qualificado com a localização do corpo e a confissão do principal suspeito. A polícia segue coletando provas para embasar as denúncias formais e o Ministério Público deverá oferecer denúncia contra os envolvidos, com base no material colhido durante a investigação
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