Política

Como disse Bolsonaro: "O limite do que é tolerável foi atingido e ultrapassado"

Enquanto o Brasil perde 7 mil vidas o presidente Bolsonaro segue alimentando com ódio seus seguidores, cegos e emburrecidos

  • domingo, 3 de maio de 2020

Foto: TwitterManifestação de 03 de maio de 2020
Manifestação de 03 de maio de 2020

Por Marcus Stephen de S. Lemos, professor de História

Hoje, domingo 03 de maio de 2020.

Uma manifestação na porta do palácio do Planalto pedia o fechamento do STF e do Congresso Nacional. Bolsonaro estava lá, cercado de aduladores, espalhando os dois vírus, o coronavírus e o vírus do ódio.

Hoje o Brasil passa de 7 mil mortos e de 100 mil contaminados pelo coronavírus. Enquanto isso, o presidente Bolsonaro segue alimentando com ódio seus seguidores, que, cegos e emburrecidos, tal qual gado encurralado, partiram às chifradas contra jornalistas e contra a democracia. Ontem, um cinegrafista foi atacado por bolsonaristas na frente da PF em Curitiba, hoje, uma jornalista foi agredida com socos e pontapés diante do palácio do Planalto.

Enquanto isso acontece, Bolsonaro segue como regente de uma orquestra da morte, guiando seus seguidores ao abate e empurrando à miséria e à desgraça toda a população brasileira.

Sentado nos ombros do gado que o venera, Bolsonaro segue em seu projeto de poder, trazendo o grupo de deputados do centrão para apoiá-lo no congresso e com isso tentando se proteger do necessário e urgente impeachment. 

A oposição, esquerda e centro-esquerda, precisa se unificar. Hoje, o que mais importa é a retirada do cargo deste senhor viciado em poder e seguido por uma manada de olavo-aliancistas bolsonarianos, que o veneram como a um deus.

O projeto bolsonarista visa o fim da democracia, com tortura e perseguição de opositores e imposição de uma nova monarquia onde ele e seus filhos seriam coroados como a nova família imperial. Um regime militar, não inspirado no brasileiro de 64-85, mas em uma ditadura ainda pior, o mais violento governo repressivo da América do Sul, o regime chileno de Pinochet, que matou centenas e torturou milhões.

Bolsonaro nunca escondeu seu lado ditatorial, ainda nos anos 90 já dizia que daria golpe quando chegasse à presidência.
No congresso, zombava da comissão da verdade e de todos que buscavam descobrir o paradeiro de seus familiares desaparecidos na ditadura, igualando-os a cães. Passou 2018 inteiro fazendo culto à imagem do maior torturador da ditadura militar brasileira e faz questão de homenagear, sempre que pode, o maldito Pinochet. Esse veneno o levou à presidência.

Ele nunca foi democrata, nunca teve respeito pela Constituição Federal, nunca foi decente, nunca foi honesto. Não irá começar agora, logo agora que seus seguidores estão a cada dia mais belicosos.

Em uma coisa concordo com a declaração de hoje feita pelo Bolsonaro. O limite do que é tolerável foi atingido e ultrapassado, a Constituição Federal é soberana e deve ser seguida. No entanto, diferente dele, eu creio que toda a manada de brasileiros (milícia bolsonarista) que saiu em defesa de um AI-5 e da ditadura, inclusive e principalmente o presidente Bolsonaro e sua família, devem, nos rigores da lei, ser exemplarmente punidos.

Bolsonaro TEM que sair da presidência. Ele e toda a corja olavo-aliancista bolsonariana que se espalhou na sociedade e se aninhou no centro do poder brasileiro, TEM que sair da vida pública e se aninhar no local que merecem: a prisão.

#Fora Bolsonaro

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