Política

Ciro Nogueira tinha grupo de WhatsApp com investigados na máfia dos combustíveis

Mensagens de WhatsApp indicam contato do senador com alvos da Operação Carbono Oculto


Reprodução/ICL Notícias Ciro Nogueira tinha grupo de WhatsApp com investigados na máfia dos combustíveis
Ciro Nogueira em aeroporto com investigados na Carbono Oculto 86

Mensagens obtidas na Operação Carbono Oculto mostram que o senador Ciro Nogueira integrou um grupo de WhatsApp com empresários investigados por fraudes em combustíveis. Conversas indicam encontros presenciais e movimentações financeiras entre empresas ligadas aos participantes, embora Nogueira não seja alvo da operação.

O que aconteceu

Mensagens capturadas na Operação Carbono Oculto revelam que o senador Ciro Nogueira participou de um grupo de WhatsApp chamado “Ciro Vitor Haran Danilo”, que incluía os empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa, investigados por adulteração de combustíveis, fraudes comerciais e lavagem de dinheiro, além de Victor Linhares de Paiva, ex-assessor de Nogueira.

Prints das conversas mostram que, em novembro de 2023, Nogueira convidou os integrantes para sua residência em Teresina, enquanto Haran e Danillo negociavam a venda da rede de postos HD. Em dezembro, o senador respondeu a atualizações sobre essas negociações. No início de 2024, mensagens indicam que ele sugeriu encontro em hotel, aceito pelos participantes, com indícios de reuniões presenciais.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam movimentações atípicas envolvendo empresas ligadas ao grupo e à Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis, incluindo recebimento de R$ 63,9 mil da Pima Energia Amizade e repasse de R$ 25,1 mil para a HD Petróleo Uruguai Ltda. Em fevereiro de 2025, o senador também se reuniu com Haran e Danillo no aeroporto de Brasília, conforme fotos divulgadas.

Apesar das menções, Ciro Nogueira não é investigado. Sua assessoria afirmou à revista Piauí que ele não tem envolvimento em práticas ilegais, e outros parlamentares citados nos materiais apreendidos também não respondem a inquérito.

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