Chuvas deixam 37 mortos e 33 desaparecidos em MG
Temporal recorde provoca mortes, desaparecimentos e calamidade
Chuvas sem precedentes na Zona da Mata mineira deixaram 37 mortos e 32 desaparecidos, segundo o Corpo de Bombeiros. Juiz de Fora concentra a maioria das vítimas. O volume acumulado tornou fevereiro o mês mais chuvoso da história da cidade. Autoridades decretaram calamidade e mobilizaram forças de resgate.
O que aconteceu
As chuvas de intensidade inédita que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais elevaram para 37 o número de mortos e deixaram 32 pessoas desaparecidas, conforme balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros na manhã de quarta-feira (25).
Juiz de Fora é o município mais afetado, com 30 mortes. Em Ubá, seis óbitos foram confirmados. Entre as vítimas, há ao menos cinco crianças. As equipes de resgate seguem em busca de desaparecidos, enfrentando dificuldades causadas pelo solo encharcado. Até o momento, 208 pessoas foram resgatadas com vida.
Para reforçar a operação, mais de 20 militares foram enviados de Belo Horizonte, com apoio de cães farejadores. Na manhã de quarta, atuavam 62 bombeiros em Juiz de Fora, 49 em Ubá e 14 em Matias Barbosa. Permanecem desaparecidas 31 pessoas em Juiz de Fora e duas em Ubá.
O acumulado de 579,3 milímetros de chuva em fevereiro, 270% acima da média, fez do mês o mais chuvoso da história de Juiz de Fora, superando o recorde de 1988, segundo o Inmet.
O governo federal reconheceu o estado de calamidade pública decretado pelo município. O governo de Minas Gerais estabeleceu luto oficial de três dias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou o envio de equipes do SUS, e o governador Romeu Zema acompanhou os trabalhos na cidade.
Deslizamentos atingiram diversos bairros, com ruas evacuadas, escolas transformadas em abrigos e serviços públicos suspensos, inclusive unidades de saúde em Ubá.
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