Chegada do El Niño é confirmada oficialmente
Fenômeno deve atingir intensidade moderada ou forte e pode alterar o regime de chuvas e temperaturas em diversas regiões do Brasil
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (Noaa) confirmou nesta quinta-feira (11) o início do El Niño. Segundo a agência, o fenômeno climático deve alcançar intensidade moderada ou forte, com potencial para influenciar eventos extremos, alterar o regime de chuvas e elevar temperaturas em diferentes regiões do Brasil.
O que aconteceu
A Noaa anunciou o início do El Niño, fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Oceano Pacífico próximo à linha do Equador. De acordo com a agência, a tendência é que o evento evolua para uma condição moderada ou forte.
O fenômeno está relacionado ao enfraquecimento dos ventos alísios, que normalmente empurram águas mais quentes em direção à Ásia. Quando esses ventos perdem intensidade, ocorre o El Niño. Já a La Niña acontece no cenário oposto, quando os alísios se fortalecem acima do normal, provocando temperaturas da superfície do mar mais frias que a média histórica.
No Brasil, os impactos podem variar conforme a região. Segundo nota técnica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o fenômeno deste ano pode reduzir as chuvas na Amazônia, elevando o risco de incêndios florestais. Diante desse cenário, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, intimou a União e os estados da Amazônia e do Pantanal a apresentar planos de prevenção e combate ao aumento do risco de queimadas.
Historicamente, o El Niño costuma provocar redução das chuvas nas regiões Norte e Nordeste e aumento das precipitações no Sul do país. No Centro-Oeste, as temperaturas tendem a ficar mais elevadas, ampliando o risco de fogo. Já no Sudeste, o fenômeno geralmente eleva as temperaturas médias e pode aumentar as chuvas em áreas do sul da região, embora também favoreça períodos de seca, dependendo de sua intensidade.
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