Segurança Pública

Caso delegado Ruy Ferraz: polícia prende um suspeito e segue com investigações

Segundo fontes da apuração, uma das linhas investigativas aponta para a participação de uma liderança do PCC que deixou um presídio federal há cerca de um mês e estaria operando na Baixada Santista


Reprodução Caso delegado Ruy Ferraz: polícia prende um suspeito e segue com investigações
Ruy Ferraz Fontes

A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, segue sob investigação e reforça a hipótese de uma ação coordenada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Um coronel da cúpula da Polícia Militar classificou o ataque como “coordenado, planejado e com tática profissional”, evidenciando a complexidade da operação criminosa.

Segundo fontes da apuração, uma das linhas investigativas aponta para a participação de uma liderança do PCC que deixou um presídio federal há cerca de um mês e estaria operando na Baixada Santista. Essa célula, conhecida como “restrita tática”, é composta por aproximadamente 25 integrantes treinados para ataques com fuzis e explosivos. De acordo com os investigadores, pelo menos seis criminosos participaram da execução, divididos entre atiradores, motoristas e vigias.

Fontes já havia sido alvo de ameaças anteriores. Documentos indicam que o ex-delegado foi citado em comunicações da facção no mesmo período em que o grupo jurou de morte o senador e ex-juiz Sérgio Moro e o promotor Lincoln Gakiya. Embora seu nome não tenha sido tornado público, ele foi informado de que estava na lista de alvos.

O crime ocorreu na tarde de segunda-feira (15), em Praia Grande, litoral de São Paulo. Os criminosos realizaram ao menos 21 disparos de fuzil. Segundo o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, os suspeitos ainda tentaram incendiar um veículo usado na ação, mas não conseguiram. A Polícia Técnico-Científica coletou impressões digitais e outros materiais para identificar os envolvidos.

Nesta quarta-feira (17), a Polícia Civil prendeu um dos dois suspeitos com prisão temporária autorizada pela Justiça. O detido foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), enquanto o segundo segue foragido. Derrite destacou que o caso é prioridade: “Seguimos com todas as polícias empenhadas nesse caso, para que os culpados sejam punidos”.

O suspeito preso já possui um histórico extenso de crimes, incluindo roubos, tráfico de drogas e passagens anteriores como adolescente infrator.

Ruy Ferraz Fontes, que dedicou a carreira ao enfrentamento da criminalidade organizada, atuou em divisões estratégicas da Polícia Civil, como o DHPP e o Denarc, além de ter chefiado delegacias especializadas em furtos e roubos a bancos. 

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