Caso Benício: Polícia pede prisão de médica e técnica por morte da criança
Investigação aponta aplicação indevida de adrenalina e possíveis crimes
A Polícia Civil do Amazonas solicitou a prisão preventiva de duas profissionais de saúde. Elas são investigadas pela morte de Benício Xavier, de 6 anos, em Manaus. A criança morreu após receber adrenalina aplicada diretamente na veia. A médica responsável admitiu o erro, posteriormente relativizado pela defesa. As investigações avançaram após a revogação de um habeas corpus.
O que aconteceu
A Polícia Civil do Amazonas pediu à Justiça a prisão preventiva da médica Juliana Brasil Santos e da técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva, investigadas pela morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, ocorrida em Manaus. A criança faleceu na madrugada de 23 de novembro, poucas horas depois de receber uma dose de adrenalina aplicada na veia em um hospital particular da capital.
O pedido de prisão foi feito após a revogação do habeas corpus que beneficiava a médica e diante do avanço das apurações conduzidas pelo 24º Distrito Integrado de Polícia. A medicação foi prescrita pela médica e administrada pela técnica de enfermagem. Em documento encaminhado à polícia, a médica reconheceu o erro na conduta, embora sua defesa alegue que a admissão ocorreu “no calor do momento”.
Além de responder a inquérito por homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual, a médica também pode ser investigada por falsidade ideológica e uso de documento falso. Isso porque ela teria utilizado carimbo com referência à especialidade de pediatria sem possuir o título correspondente.
Até o momento, as duas investigadas respondem ao processo em liberdade. As defesas não se pronunciaram oficialmente até a data da publicação.
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