Caçador passa a integrar equipe da PF no 13º dia de buscas por Lázaro
Homem tem vasto conhecimento sobre a região e passou a integrar uma equipe do Comando de Operações Táticas (COT) da PF
Metrópoles- Os policiais que integram a força-tarefa que busca pelo psicopata Lázaro Barbosa, 32 anos, contam um novo reforço. Um caçador da região, que conhece muito bem as matas, grutas e córregos da região entre Girassol e Edilândia, em Goiás, ajuda na caçada ao suspeito de matar quatro pessoas da mesma família, em Ceilândia, e espalhar terror no Entorno do DF. O maníaco se esconde na região há 13 dias.
Acostumado a dormir ao relento e em meio às florestas, o homem, conhecido como Babaçu, passou a integrar uma equipe do Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal (PF) que participa das buscas. Ele teria exigido uma quantia em dinheiro caso sua participação fosse fundamental na localização do criminoso.
O caçador recebeu um colete balístico para protegê-lo durante as incursões nas matas mais fechadas. Ele também teria exigido o direito de usar uma arma durante as buscas, além de uma calça tática que proteja suas pernas. Na tarde desta segunda-feira (21/6), Babaçu já estava em companhia de uma equipe da PF que seguia em campo atrás do psicopata.
O Batalhão de Cães da Polícia Militar do Distrito Federal (BPCães) e a tropa de choque da polícia de Goiás se concentraram, na última sexta-feira (18/6), em uma área de mata de Girassol, no Entorno do DF, para tentar localizar rastros de Lázaro Barbosa de Sousa. Foi a última vez que as equipes tiveram informação sobre a presença do maníaco.
A força-tarefa teve início após um morador da região avistar o suspeito. “O vizinho viu o Lázaro entrando no bananal e, em seguida, a polícia chegou. Minha casa está toda revirada… Porta quebrada, roupas e guarda-roupas revirados. Um queijo foi levado”, afirmou um produtor rural da região.
“Estamos com muito medo agora. Moramos aqui há 20 anos. Vivíamos tranquilos antes disso. A gente espera solução todo dia, reza, pede a Deus que este caso seja resolvido logo. A gente quer justiça. Isso tira o sono”, disse Sebastiana Aparecida Rodrigues, 65 anos. Da casa dela, foi levado um carregador de celular.
A moradora grávida que passou duas noites em um carro estacionado em frente à base da força-tarefa da polícia para se proteger de eventuais ataques, Jorlene Costa, diz que faz parte de uma associação de moradores da região de Cocalzinho que defende que caçadores devam se juntar às equipes de polícia para encontrar o serial killer.
"Queria que os caçadores da minha comunidade entrassem junto com a polícia, mas minha voz não foi ouvida. O meu marido conhece a fazenda, cada vizinho conhece sua a fazenda e entrariam junto com a polícia e cercaria. Acredito que em 3h ou 4h eles pegariam (Lázaro) com toda certeza."
Caçada a Lázaro
Quase 300 agentes de segurança participam das buscas em Cocalzinho de Goiás (GO) por Lázaro Barbosa. O rapaz supostamente se esconde numa área de mata há quase duas semanas e desafia as autoridades locais, que tentam capturá-lo com operações diárias.
Além dos 270 agentes públicos, o cerco a Lázaro inclui o uso de um drone da PF (Polícia Federal) com uma câmera termal, capaz de detectar diferenças de temperatura, cães farejadores, blitze nos veículos que circulam pela região e ainda até policiais especialmente treinados em ambiente de caatinga e cerrado.
Em todas as saídas das estradas locais, a qualquer condição de suspeita, os policiais param os automóveis para averiguar a possibilidade do homem de 32 anos se esconder nos porta-malas dos veículos. As autoridades sabem que Lázaro viveu como mateiro e criador de animais durante muito tempo. Portanto, ele tem conhecimento do terreno e do clima e, segundo as investigações, é um assassino frio e calculista.
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