Política

Bolsonaro tem morte anunciada para março de 2022

Seu destino é morrer só, acompanhado dos filhos e de alguns milicianos

  • sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Foto: DivulgaçãoCentrão
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Por José Cassio, no DCM 

Quando a água chega na cintura o mais conveniente é começar a nadar.

É como estão sentindo os aliados do governo Bolsonaro.

Quase sem exceção, todos enxergam com pessimismo os números do último Datafolha: o mandatário não só tem uma reprovação recorde, na casa dos 53%, como tomaria um pau de Lula no 2o turno.

Pelos números do levantamento, o ex-presidente venceria Bolsonaro por 56% a 31%, com incríveis 25% de margem.

É claro que em política o que vale não é o retrato do momento. Em 12 meses, daqui até a eleição, tudo pode mudar.

Mas mudança a essa altura do campeonato não é coisa simples de acontecer: Bolsonaro é um sujeito violento, inepto, sem compaixão e, pior, comprometido apenas com pequenos grupos sempre em detrimento da maioria da população.

Ou alguém acredita que terá um surto de sensibilidade social e vai mover uma palha pelo preço da gasolina ou para evitar que a população tome sopa de osso e substitua o peito e a sobrecoxa pelo pé de frango na macarronada de domingo?

Os parlamentares aliados estão preocupados porque sabem que a resposta para essas perguntas é não. Bolsonaro não está preocupado e deixa isso claro todos os dias.

A corrosão da popularidade do mandatário é galopante.

Em 9 meses, a taxa de aprovação caiu 15% pontos, segundo o Datafolha, indo de 37% para 22%. O índice de desaprovação é ainda mais desalentador: subiu 21 pontos, de 32% para 53%.

A base de Bolsonaro na câmara conta com o orçamento paralelo e as emendas parlamentares, que estão sob o controle do presidente da Casa, de Arthur Lira.

É pouco. Emenda parlamentar em geral serve para arrecadar dinheiro para campanha, em forma de grossa corrupção, e para obras que não mudam a perspectiva de vida para o povo.

O que se diz em Brasília é que Bolsonaro, se não houver reversão num curto prazo, está fadado a morrer em março, quando começam as coligações e a farra das emendas passa a ser proibida.

Aí, então, ele será jogado aos leões.

Seu destino é morrer só, acompanhado dos filhos e de alguns milicianos.

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