Política

Bolsonaristas fazem ato em Brasília após operação da PF

PL e aliados incentivam atos em todo o país


Reprodução Bolsonaristas fazem ato em Brasília após operação da PF
Bolsonaristas fazem ato em Brasília contra tornozeleira de Bolsonaro

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizam neste domingo (20) uma manifestação em Brasília contra as restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O protesto foi convocado após a Justiça determinar o recolhimento domiciliar de Bolsonaro, com uso de tornozeleira eletrônica, sob justificativa de risco de fuga e articulações políticas internacionais.

Batizado de “Caminhada pela Liberdade”, o ato teve concentração marcada para as 9h no Eixão Sul, em frente ao Banco Central. Parlamentares aliados, como Bia Kicis (PL-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF), incentivaram a participação por meio das redes sociais, pedindo aos manifestantes que usassem roupas nas cores verde e amarela. Segundo os organizadores, a mobilização é uma resposta às decisões judiciais, vistas por eles como perseguição política.

Em vídeo publicado nas redes, Bia Kicis defendeu uma reação imediata, ressaltando a importância da presença popular como forma de resistência. Ela destacou a necessidade de “fé, esperança e garra” diante do atual cenário, e apontou a manifestação como uma tentativa de conter o desgaste político enfrentado por Bolsonaro após as recentes medidas judiciais.

Fora do Distrito Federal, outros atos também estão sendo organizados por lideranças bolsonaristas. No Espírito Santo, o senador Magno Malta (PL-ES) lidera uma carreata em Vila Velha, prevista para o meio-dia, classificando as ações contra Bolsonaro como uma “injustiça brutal”. Em Minas Gerais, apoiadores convocaram uma manifestação na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.

O Partido Liberal, legenda de Bolsonaro, divulgou uma nota apoiando manifestações pacíficas em todo o país. O líder da sigla na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcanti (RJ), também fez convocações pelas redes sociais, apostando na mobilização popular como estratégia para contestar as medidas impostas ao ex-presidente.

Influente entre a base bolsonarista e próximo de Eduardo Bolsonaro, o comentarista Paulo Figueiredo também incentivou os protestos. Em publicações nas redes, afirmou que “está chegando a hora de ir para as ruas como nunca antes”. A expectativa é reacender a militância bolsonarista após o ato em São Paulo, que reuniu cerca de 12,4 mil pessoas — uma das menores adesões desde 2022.

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