“BolsoMaster” amplia crise na CPMI e coloca Tarcísio no centro das investigações
Tarcísio de Freitas passou a ser alvo de pedido de convocação na CPMI do INSS
Doações, privatizações e o caso “BolsoMaster”: a ofensiva da CPMI contra aliados de Bolsonaro
O QUE ACONTECEU
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), passou a ser alvo de pedido de convocação na CPMI do INSS após o deputado federal Alencar Santana (PT-SP) questionar possíveis conexões entre doações eleitorais, o Banco Master e irregularidades investigadas no sistema de crédito consignado. Em 2022, Tarcísio recebeu cerca de R$ 2 milhões do pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master — instituição posteriormente liquidada pelo Banco Central.
Na comissão, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) classificou o escândalo como “BolsoMaster”, sustentando que o esquema teria vínculos com integrantes do governo Jair Bolsonaro. Ele citou a atuação de ex-ministros, a relação com Roberto Campos Neto no Banco Central e questionou por que figuras ligadas ao ex-governo teriam ocupado cargos no banco. Pimenta também criticou decisão do ministro do STF André Mendonça que autorizou Vorcaro a não comparecer à CPMI.
Paralelamente, parlamentares da oposição em São Paulo apontam supostas conexões entre o grupo empresarial ligado ao Banco Master e as privatizações da Emae e da Sabesp, conduzidas pela gestão Tarcísio entre 2024 e 2025. Segundo o deputado estadual Antônio Donato (PT-SP), operações financeiras envolvendo o fundo Phoenix, a Ambipar e o empresário Nelson Tanure teriam inflado ativos para viabilizar aquisições estratégicas no setor de energia e saneamento.
A Sabesp afirma que todos os procedimentos seguiram critérios de conformidade e que a compra da Emae foi aprovada pelos órgãos reguladores. Já a CPMI segue marcada por forte tensão política, com embates entre governistas e bolsonaristas, ampliando o impacto do caso “BolsoMaster” no cenário nacional.
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