Internacional

Aviões dos EUA são vistos na costa da Venezuela

Navios e aeronaves dos EUA operam perto da Venezuela em meio a tensão crescente; Washington acusa Maduro de liderar cartel e ameaça usar força total.


Getty Images Aviões dos EUA são vistos na costa da Venezuela
Aviões dos EUA são vistos na costa da Venezuela

Duas aeronaves militares dos Estados Unidos foram avistadas próximas à costa venezuelana na última quarta-feira (20), em meio à crescente ofensiva do governo de Donald Trump contra o presidente Nicolás Maduro, acusado por Washington de comandar um cartel de drogas. Além da presença aérea, três navios de guerra norte-americanos — USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson — também estão operando na região do Caribe.

Um dos aviões, um Poseidon P-8 da Marinha, decolou de San Juan, em Porto Rico, e realizou voos circulares nas proximidades de Aruba, ao norte da Venezuela. De acordo com militares dos EUA, a missão do P-8 é identificar semissubmersíveis utilizados por traficantes para transportar drogas ao México, que posteriormente são enviadas aos Estados Unidos.

Simultaneamente, um Boeing E-3 Sentry da Força Aérea foi detectado sobrevoando a costa venezuelana. A aeronave é usada em operações de inteligência e vigilância, com foco na identificação de alvos estratégicos. Fontes ouvidas pela agência Reuters indicam que os navios americanos podem ser empregados tanto em atividades de coleta de informações quanto em possíveis ataques a posições terrestres.

A movimentação militar aumenta a tensão na região, especialmente após os Estados Unidos dobrarem, no início de agosto, a recompensa pela captura de Nicolás Maduro, que agora chega a US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões).

Em resposta, o presidente venezuelano declarou que o país está pronto para “defender nossos mares, nossos céus e nossas terras” diante do que classificou como uma “ameaça bizarra e absurda de um império em declínio”. Maduro também anunciou a mobilização de 4,5 milhões de cidadãos como parte de uma estratégia de segurança interna.

A Casa Branca, por sua vez, endureceu o discurso. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que os Estados Unidos estão preparados para empregar “toda a força” contra o regime chavista.

Estima-se que cerca de 4 mil militares americanos, entre marinheiros e fuzileiros navais, sejam destacados para a região com o objetivo de reforçar o combate aos cartéis de drogas, considerados organizações terroristas pelo governo dos EUA. O Departamento de Justiça afirma já ter confiscado US$ 700 milhões (aproximadamente R$ 3,8 bilhões) em ativos vinculados a Maduro.

Segundo a secretária de Justiça, Pam Bondi, o líder venezuelano não apenas viola leis americanas sobre narcóticos, como também mantém laços com grupos criminosos como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa, além de chefiar o Cartel de los Soles “há mais de uma década”.

Siga nas redes sociais

Deixe sua opinião: