Arma registrada em nome de Jair Bolsonaro é apreendida durante blitz da PM no Distrito Federal
O armamento estava com um sargento do Exército Brasileiro identificado como Estácio, que afirmou integrar o GSI
Uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) durante uma blitz realizada na noite de segunda-feira (15), no Pistão Norte, em Taguatinga. O armamento estava com um sargento do Exército Brasileiro identificado como Estácio, que afirmou integrar o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). As informações são do Metrópoles.
Durante a fiscalização de rotina, os policiais verificaram a documentação apresentada pelo militar e constataram que a arma estava registrada em nome de Jair Bolsonaro. Diante da situação, o sargento foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia, no Pistão Sul, para prestar esclarecimentos.
Segundo o depoimento do militar, ele possuía porte funcional de arma e havia retirado o armamento para realizar um reparo mecânico após identificar uma falha no funcionamento. O problema, de acordo com sua versão, estaria relacionado ao percussor da arma.
O sargento informou ainda que retirou o armamento na segunda-feira (15) e que pretendia devolvê-lo ao ex-presidente nesta terça-feira (16), após a conclusão do conserto.
Polícia Civil investiga posse e transporte da arma
Apesar de o militar possuir autorização para portar arma de fogo, a ocorrência chamou a atenção dos agentes porque o armamento estava registrado em nome de outra pessoa. Por esse motivo, a arma foi apreendida e encaminhada para análise da Polícia Civil do Distrito Federal.
A investigação deverá apurar as circunstâncias da posse da arma, a legalidade do transporte do armamento e a regularidade da documentação apresentada pelo integrante do GSI. O caso foi registrado na 21ª Delegacia de Polícia, responsável pela apuração dos fatos.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A pena foi fixada em 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.
Bolsonaro iniciou o cumprimento da pena em novembro de 2025. Inicialmente, permaneceu sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, sendo posteriormente transferido para uma Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
Problemas de saúde motivaram concessão de prisão domiciliar
Em março deste ano, o ex-presidente foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar um quadro de broncopneumonia aspirativa. A defesa solicitou então a concessão de prisão domiciliar humanitária, alegando a necessidade de acompanhamento médico permanente e atendimento imediato em caso de agravamento do estado de saúde.
Laudos médicos anexados ao processo indicaram que Bolsonaro apresentava quadro clínico estável, mas necessitava de monitoramento contínuo durante o tratamento. O pedido recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Ao conceder o benefício, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o sistema prisional vinha garantindo assistência médica adequada ao ex-presidente, mas considerou que a situação justificava uma medida excepcional de caráter temporário.
Restrições impostas a Bolsonaro
A prisão domiciliar foi concedida inicialmente pelo período de 90 dias, contados a partir da alta hospitalar. O ex-presidente deve permanecer integralmente em sua residência, monitorado por tornozeleira eletrônica.
Entre as restrições impostas pela Justiça, Bolsonaro está proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, inclusive por intermédio de terceiros. O descumprimento das determinações poderá resultar na revogação do benefício e no retorno ao regime fechado.
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