Após acusação, Magno Malta recorre à narrativa de vitimização para se defender de agressão
O parlamentar afirma que não houve agressão e sustenta que “a vítima fui eu”
O senador Magno Malta (PL-ES) publicou um vídeo nas redes sociais para rebater a acusação de agressão contra uma técnica de enfermagem no hospital DF Star, em Brasília. No material, o parlamentar afirma que não houve agressão e sustenta que “a vítima fui eu”, atribuindo o episódio a uma suposta falha durante um exame médico.
O caso ganhou grande repercussão nesta sexta-feira (1º), especialmente por ter ocorrido na mesma unidade hospitalar onde o ex-presidente Jair Bolsonaro esteve internado após passar por cirurgia no ombro direito.
Magno Malta alega erro médico e dor intensa durante exame
No vídeo divulgado, Magno Malta relata que passou mal e foi encaminhado ao hospital, onde realizou exames. Segundo sua versão, o problema ocorreu no momento da aplicação de contraste, quando teria sentido forte ardência no braço.
O senador afirma que o cateter teria sido inserido de forma incorreta, provocando o extravasamento do contraste. A partir dessa narrativa, ele tenta deslocar o foco da denúncia de agressão para a dor que afirma ter sofrido durante o procedimento.
Apesar das declarações, Malta não apresentou documentos públicos ou laudos que comprovem a falha no atendimento, nem informou se o hospital abriu investigação interna sobre o caso.
Denúncia envolve profissional de saúde e gera críticas
A acusação envolve uma técnica de enfermagem que participava do atendimento ao senador. O episódio rapidamente se espalhou nas redes sociais, gerando críticas ao comportamento do parlamentar dentro da unidade de saúde.
Na gravação, Malta nega qualquer tipo de agressão e classifica a denúncia como falsa. No entanto, ele não apresentou imagens do momento do exame nem documentos oficiais que sustentem sua versão.
Presença de Bolsonaro amplia repercussão política
O caso ganhou ainda mais visibilidade por coincidir com a internação de Jair Bolsonaro no mesmo hospital. O ex-presidente passou por cirurgia após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Aliado histórico de Bolsonaro, Magno Malta já havia tentado visitá-lo em outras ocasiões, sendo impedido por decisão judicial.
Caso segue sem esclarecimento oficial
Até o momento, não há documentos públicos que confirmem integralmente nenhuma das versões apresentadas. O episódio permanece sem conclusão oficial, enquanto cresce a pressão para que o hospital e as autoridades competentes esclareçam o ocorrido.
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