ANS define reajuste de 5,11% para planos de saúde
Índice autorizado para planos individuais e familiares é o menor desde 2000, desconsiderando a redução excepcional de 2021
A Agência Nacional de Saúde Suplementar aprovou nesta sexta-feira (29) reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares. O índice é inferior ao autorizado em 2025, de 6,06%, e representa o menor teto desde 2000, sem considerar a redução excepcional de 8,19% registrada em 2021.
O que aconteceu
A diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar aprovou o reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares. O percentual poderá ser aplicado pelas operadoras entre maio de 2026 e abril de 2027, sempre no mês de aniversário de cada contrato.
Segundo a agência, o cálculo considera a variação das despesas assistenciais das operadoras, incluindo custos médico-hospitalares e a frequência de utilização dos serviços pelos beneficiários. Neste ano, a variação das despesas assistenciais (VDA) ficou em 8,32%.
O reajuste vale apenas para contratos firmados diretamente por pessoas físicas, modalidade que reúne cerca de 7,7 milhões de usuários, equivalente a 14,5% dos 52,9 milhões de consumidores de planos médicos no país.
Já os planos coletivos, empresariais ou por adesão, contratados por meio de sindicatos e associações, continuam sem teto definido pela agência. Nesses casos, os reajustes são negociados entre operadoras e contratantes.
A ANS afirma que o modelo busca equilibrar a proteção dos consumidores e a sustentabilidade financeira do setor. Operadoras alegam pressão de custos provocada pelo envelhecimento da população, incorporação de tecnologias e aumento da demanda por atendimentos. Entidades de defesa do consumidor, por sua vez, criticam reajustes considerados elevados, especialmente nos contratos coletivos.
Para contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá ser feita nos meses seguintes, com possibilidade de retroativos.
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