Saúde

Alerta no Piauí: dois casos suspeitos de intoxicação por metanol

Casos foram atendidos em hospital local; autoridades alertam para riscos do consumo de bebidas adulteradas com metanol.


Reprodução/Gemini Google Alerta no Piauí: dois casos suspeitos de intoxicação por metanol
Bebida alcoólica

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) emitiu um alerta e está monitorando dois casos suspeitos de intoxicação por metanol, registrados em Parnaíba, no litoral do estado. A suspeita levanta preocupações sobre o possível consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.

Os casos foram atendidos no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda): o primeiro na sexta-feira (3) e o segundo no sábado (4). Ambos os pacientes apresentaram sintomas típicos de intoxicação e já receberam alta após atendimento médico, conforme o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Sintomas e protocolo de atendimento

Segundo a Sesapi, os sintomas apresentados — como desconforto gástrico, embriaguez atípica e alterações visuais — surgiram entre 6 e 24 horas após o consumo de bebida alcoólica, o que reforça a suspeita de envenenamento por metanol.

Os casos estão sendo investigados em conjunto com a Vigilância em Saúde estadual e municipal, Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI), unidades de saúde e o Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí Dr. Costa Alvarenga (Lacen-PI), que está analisando exames laboratoriais para confirmar ou descartar a intoxicação.

População deve evitar bebidas de origem duvidosa

A Sesapi reforça o alerta à população: evite o consumo de bebidas alcoólicas de procedência desconhecida ou duvidosa. O Ministério da Saúde já havia alertado sobre casos semelhantes em outras regiões do país, relacionados à ingestão de bebidas adulteradas com metanol.

Metanol: risco grave à saúde pública

De acordo com a Nota Técnica Conjunta nº 360/2025, intoxicações por metanol são classificadas como Eventos de Saúde Pública (ESP). Isso significa que toda suspeita ou confirmação deve ser notificada imediatamente aos órgãos de saúde municipal, estadual e federal, por meio do Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).

A confirmação do diagnóstico depende de exames laboratoriais que detectem altos níveis de metanol no sangue, frequentemente associados a complicações graves como cegueira, acidose metabólica e até coma.

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