Acusam o PT de hegemonismo, Marcelo Freixo não viu isso
"Não tenho uma vírgula para falar do PT" - disse Freixo
O deputado federal Marcelo Freixo (PSol) era até ontem o candidato do Partido à prefeitura do Rio de Janeiro. Mas ele anunciou a desistência da disputa. Numa entrevista ao O Globo, Freixo falou dos partidos com quem vinha mantendo conversas sobre a eleição e pela resposta do deputado se percebe o motivo da desistência. Ele disse: "Estou tendo um gesto de chamar para a unidade. No Rio, coloquei minha candidatura, que era supostamente natural. Tive muito apoio de imediato do PT, de quem não tenho uma vírgula para falar. No Rio, não houve nenhuma crise de hegemonismo do PT do qual ele é acusado em outros lugares. Também estava tendo diálogo com o PCdo B. Mas o PDT não aceitou essa composição, mesmo com muito diálogo com o (Carlos) Lupi. Mas, ele entende que o PDT tem que lançar candidato porque tem projeto para 2022. O PSB sequer quis fazer reunião, mesmo eu tendo solicitado inúmeras vezes", concluiu.
Ainda na entrevista ao O Globo Marcelo Freixo falou da necessidade de unidade da esquerda contra Bolsonaro: " O Bolsonaro é tosco, violento e autoritário. Para derrotar o bolsonarismo é preciso mais que responder as crises que ele provoca. Tem que ir além. Temos que vencê-lo com um projeto que seja melhor que o dele. Qual é o nosso projeto? E aí acho que o desafio que está colocado é construir uma proposta calcada no combate à desigualdade e na garantia de direitos. Temos que retomar a Constituição de 1988. Precisamos de um projeto que não seja meu, do (Fernando) Haddad, do Ciro (Gomes), de quem for. Estou pedindo uma unidade tanto no Rio quanto em outros lugres. Vou dar um exemplo: acho importante apoiar a Manuela D'Ávila em Porto Alegre. É uma candidata compatível com o que estamos debatendo e não tem unidade lá também. Em Pernambuco, a gente teve uma situação delicadíssima e não podemos correr o risco de perder nenhuma capital do Nordeste",
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