Oscar de Barros

A Globo é amiga da política genocida dos EUA e Israel

Conglomerado Globo e a construção de narrativas: alinhamento geopolítico e histórico controverso


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A Globo é amiga da política genocida dos EUA e Israel

A atuação da Rede Globo na cobertura jornalística internacional e nacional tem sido alvo recorrente de críticas que questionam sua linha editorial, especialmente no que diz respeito à abordagem de conflitos geopolíticos e à forma como diferentes lideranças são retratadas.

Linguagem, enquadramento e construção de personagens

A emissora adota, em muitos casos, uma padronização de linguagem que reflete alinhamentos políticos implícitos. Líderes de países como os Estados Unidos e Israel são frequentemente tratados com títulos institucionais formais, como “presidente” e “primeiro-ministro”, dentro de uma cobertura considerada protocolar.

Por outro lado, governantes de países em confronto com o Ocidente — como Vladimir Putin e Nicolás Maduro — costumam ser enquadrados em narrativas que destacam autoritarismo ou instabilidade política. Já lideranças do Irã são frequentemente associadas a termos como “radicalismo” ou “extremismo”.

Esse tipo de enquadramento não é neutro: ele ajuda a construir percepções públicas sobre quem são “aliados” e “inimigos” no cenário internacional.

Dependência de centros internacionais de informação

Nem os locais da cobertura internacional são isentos. A Globo mantém correspondentes em polos estratégicos como Nova York e países europeus, como a Itália e Inglaterra, mas não possui presença fixa em regiões-chave como Rússia ou Irã ou outro país que questione o domínio EUA/Israel.

Essa configuração faz com que grande parte das informações seja mediada por agências internacionais e centros ocidentais de produção de notícias, o que  influencia o recorte editorial e limita a pluralidade de perspectivas.

Histórico político e revisões públicas

Desde a sua origem, a TV Globo já esteve envolta em controvérsias que marcaram sua trajetória. A emissora nasceu em meio a um episódio que levantou questionamentos sobre legalidade e soberania nacional: à época, a legislação brasileira proibia a participação de capital estrangeiro em empresas de comunicação. Ainda assim, Roberto Marinho firmou acordo com o grupo norte-americano Time-Life, recebendo aportes financeiros e suporte técnico que foram fundamentais para a estruturação da emissora. O caso gerou investigações e críticas no Congresso Nacional, consolidando a percepção de que, desde o início, a Globo estabeleceu vínculos diretos com interesses dos Estados Unidos, mesmo em desacordo com a legislação vigente.

O conglomerado reconheceu publicamente que apoiou o Golpe militar de 1964 — episódio que deu início à ditadura militar — classificando essa posição como um “erro” décadas depois .

Veículos do grupo tiveram papel relevante na legitimação do regime nos seus primeiros anos . Além disso, a emissora já foi alvo de críticas por suposta influência em processos eleitorais e por sua forte capacidade de moldar a opinião pública nacional .

Democracia, mídia e disputa de narrativas

A Globo afirma, institucionalmente, defender valores democráticos. No entanto, sua atuação, ao longo da história, revela contradições entre discurso e prática, tanto no contexto brasileiro quanto internacional.

A discussão sobre o papel da mídia — especialmente de conglomerados com grande alcance — permanece central no debate público. Compreender como narrativas são construídas, quais vozes são priorizadas e quais enquadramentos são adotados é essencial para avaliar o impacto do jornalismo na formação da opinião pública.

A atuação editorial da Rede Globo, ao reproduzir e legitimar de forma recorrente a narrativa geopolítica dos Estados Unidos, contribui para naturalizar conflitos e intervenções militares que produzem consequências devastadoras ao redor do mundo. Nesse contexto, a emissora passa a ser associada, ainda que indiretamente, a uma lógica de cobertura que minimiza ou relativiza os impactos humanos dessas ações, marcadas por milhões de mortes ao longo de décadas. Assim, sob essa perspectiva crítica, consolida-se a ideia de que sua linha jornalística não apenas informa, mas também participa da engrenagem simbólica que sustenta a política de guerra, deixando marcas profundas manchadas de sangue na história contemporânea.

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