Vizinhos dizem nunca ter visto Ketelen: 'Fecharam janela com tijolos'

Moradores contam que a menina de 6 anos nunca foi vista na região. Vizinhos prometem mobilização

Foto: FacebookKetelen Vitória Oliveira da Rocha morreu no sábado (24) aos 6 anos de idade
Ketelen Vitória Oliveira da Rocha morreu no sábado (24) aos 6 anos de idade

 

Vizinhos da casa onde morava a menina Ketelen Vitória Oliveira da Rocha, de 6 anos, que morreu na madrugada do último sábado (24) após ser torturada pela mãe, Gilmara Oliveira de Farias, de 27 anos, e a madrasta, Brena Luane Barbosa Nunes, de 25 anos, contam nunca ter visto a criança na região. Uma vizinha afirmou ao UOL que uma das janelas da casa foi fechada com tijolos meses antes da morte da menina.

De acordo com eles, a menina “nunca era vista no quintal e muito menos brincando na rua” com outras crianças, algo comum na região. Katelen morava em uma área rural em Porto Real, no Rio de Janeiro.

“[Foi uma] covardia imensa. Vamos nos mobilizar, sim, para exigir que Justiça seja feita em nome desse anjo que mataram. Levamos um susto. Nem imaginávamos que tinha criança naquela casa. Comentei isso com um vizinho, depois que vimos a notícia pela TV”, disse uma vizinha ao UOL.

Outra moradora conta que a família preencheu uma das janelas da casa com tijolos, enquanto as outras estavam sempre fechadas. Segundo ela, a impressão é de que o casal tentava esconder algo.

“Estranhamente fecharam a janela de um dos cômodos com tijolos há alguns meses. E as outras duas janelas, sempre ficam fechadas. Quando raramente estão abertas, colocam lençóis ou plástico preto. Pareciam estar sempre tentando esconder algo”, afirmou.

Segundo as investigações, Katelen foi espancada por quatro vezes, entre o dias 16 e 18 de abril. Em uma das ocasiões, foi chicoteada com um cabo de TV e, após levar chutes na barriga, teve a cabeça batida contra uma parede até desmaiar.

A menina foi levada para o Hospital Municipal São Francisco de Assis, na cidade de Porto Real, na Baixada Fluminense, apenas no dia 19. Ela morreu por uma parada cardiorrespiratória após apresentar complicações da sessão de tortura.

Gilmara e Brena confessaram as agressões e foram presas em flagrante pelo crime de tortura na 100ª DP de Porto Real. Na quarta-feira (21), a Justiça decretou a prisão preventiva das duas.