Uma política preconceituosa e machista, define a vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho (PP). Em entrevista durante a Caminhada da Fraternidade no domingo, 10, ela observou que a discussão em torno dos cargos da chapa majoritária para o Governo do Estado se dá sobretudo naqueles que são ocupados por duas mulheres, o dela e o da senadora Regina Sousa (PT). "Tem quatro vagas na chapa, mas o que está em discussão são os cargos das duas mulheres. Isso é fato, não é sentimento pessoal, mas sentimento de todos, inclusive da Igreja Católica. O próprio Tribunal Superior Eleitoral abraçou essa causa. É um debate que está imposto na sociedade", declarou.
E, para ela, a discussão sobre a participação da mulher é bem mais que de caráter político, mas uma questão de gênero. "Estamos falando de política e de gênero, mas a gente percebe uma tentativa de tornar invisível o discurso da mulher de estar política, de sua aptidão que ela também tem para a vida pública. Tudo é visto com muita incompreensão ainda", disse em entrevista ao jornal Meio Norte.
Nesta segunda-feira, prefeitos se reúnem em um restaurante de Teresina em apoio à permanência de Margarete Coelho na chapa de Wellington Dias como candidata à reeleição à vice-governadoria.
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