Novo presidente do Inep: “Questão ideológica não fará parte da gestão”

Carlos Moreno, servidor de carreira do instituto, substitui Danilo Dupas interinamente após ex-presidente pedir demissão

Foto: ReproduçãoCarlos Moreno
Carlos Moreno

 


Metrópoles- Em sua primeira declaração após a saída de Danilo Dupas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o presidente interino da organização, Carlos Moreno, disse que sua gestão não será marcada por “questões ideológicas”.

Servidor de carreira do Inep, o novo presidente afirmou que pretende manter diálogo com os funcionários da autarquia.

“As questões ideológicas não farão parte da minha gestão. Isso precisa ficar muito claro e acho que os servidores compreenderão isso, até porque faço parte desse corpo de servidores profissionais que estão aqui atuando”, disse, em entrevista à Globo News.

Moreno substitui Danilo Dupas interinamente após o ex-presidente pedir demissão. Em comunicado, o ministro da Educação, Victor Godoy, afirma que a saída ocorreu “a pedido e por motivos pessoais” .

Nesta quarta, Moreno ressaltou que sua prioridade será garantir “total normalidade” no instituto até a execução do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas estão previstas para os dias 13 e 20 de novembro. Outras provas aplicadas pelo instituto também será priorizadas.

“O meu primeiro desafio, e talvez seja por isso que o ministro Victor [Godoy, da Educação] me pediu para assumir essa missão, é garantir as entregas que o Inep precisa fazer ainda este ano: o Revalida, o Enade e, sobretudo, o Enem”, afirmou.

Demissão e crises no Inep

A saída de Dupas ocorre a quatro meses do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), previsto para novembro. Ele também deixa o cargo em meio a denúncias sobre supostos “desvios éticos e assédio moral”. Os casos foram denunciados pela Associação de Servidores do Inep (Assinep) em novembro de 2021.

Em junho deste ano, a Comissão de Ética Pública (CEP) arquivou a investigação de assédio contra Danilo por “ausência de materialidade”. “Tal ação deixa clara a ilibada conduta de alta gestão na direção dos processos da autarquia”, informou o Inep, no início de junho.

Dupas foi o quinto presidente do Inep desde o início do governo de Jair Bolsonaro (PL). A instituição enfrenta uma crise por conta de episódios relacionados a problemas na divulgação das notas do Enem, repetição de questões de edições anteriores da prova e atraso na licitação para contratar empresa responsável pela aplicação do exame, entre outros.

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