No final, quem paga a conta é o trabalhador
No final, quem paga a conta é o trabalhador

Nas contas do governo "ilegítimo" de Temer, a matemática não gera resultados exatos quando se fala em direitos do trabalhador. A última "novidade" anunciada, foi a redução no reajuste do salário mínimo de R$ 10,00 pelo "bem" da nação: gerar uma economia de R$ 3 milhões aos cofres públicos e diminuir o rombo fiscal. Ou seja, no final o prejuízo vai mesmo para o trabalhador. Estima-se que 45 milhões de pessoas no Brasil recebem salário mínimo, entre elas aposentados e pensionistas.
Com a redução anunciada, o salário que hoje é de R$ 937,00 passará para R$ 969,00, um aumento mísero de R$ 32,00. Nos governos Lula e Dilma, o salário mínimo teve uma valorização de mais de 77%. Em abril de 2002, um salário mínimo era R$ 200,00. Em 2016, ano do golpe, chegou a R$ 880,00. A valorização do salário mínimo estimulou a economia nacional, derrubando o desemprego de 12,6% em 2003 para 4,8% em 2014.
A proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, enviada pelo governo ao Congresso em abril e sancionada pelo presidente Michel Temer no início de agosto, previsa um salário mínimo de R$ 979 no próximo ano, um aumento de apenas 4,4% em relação ao salário mínimo em vigor, abaixo da inflação estimada, que é de 4,5%, e da taxa básica de juros, que segundo a proposta deve deve ficar em 9%.
Esse mesmo governo garantiu aumento de até 41,47% nos salários dos servidores do Judiciário, de até 27,9% para oito carreiras do Executivo Federal e de 12% para analistas e técnicos do Ministério Público da União. Certamente, nenhuma dessas categorias recebe apenas 1 (um) salário mínimo.
De janeiro a maio deste ano, o governo gastou R$ 8 bilhões a mais do que em igual período do ano passado para bancar elevação de salários, cerca de 10 vezes a mais do que seria gasto com o reajuste de 4,6% nos benefícios do Bolsa Família, suspenso em junho com a justificativa de falta de dinheiro. Para garantir o apoio dos deputados, Temer também não hesitou em liberar R$ 3,4 bilhões em emendas parlamentares apenas entre junho e julho, valor que equivale a 97% das emendas repassadas ao longo do ano.
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