Pensar Piauí

Conheça o nome de empresas, empresários e fazendeiros envolvidos na tentativa de golpe no Brasil

Houve muito aporte econômico na tentativa do golpe

Com informações do perfil Amandinha, @mandsfra2 no X, confira a seguir nomes, conexões econômicas e políticas dos empresários e fazendeiros do agro que tentaram aplicar um golpe de Estado em 8 de janeiro.  

Foto: ReproduçãoCrime

Cooperativa Agropecuária do Noroeste Mineiro (Coanor) - Empresa d e Unaí (MG) foi listada pelo STF entre os pro- prietários de ônibus apreendidos no DF. Sócio da cooperativa, Irmo Casavechia de- fendeu fazendeiros acusados d e trabalho escravo após omassacre de Unaí, em 2007.

Foto: ReproduçãoGolpe

Urbano Agroindustrial - Uma das maiores cerealistas do país, com unidades em sete estados e faturamento anualde R$ 2 bilhões. Pertencente à família de Jair Franzner, prefeito bolsonarista de Jaraguá do Sul (SC). Teve um veículo multado pela PRE por participar de bloqueios golpistas.

Foto: ReproduçãoGolpe

italianinha Transportes- Empresa de excursões de Matelândia (PR) teve três ônibus apreendidos. O proprietário, Mario Grando, é criador de suínos e foi candidato a prefeito no município.

Foto: ReproduçãoGolpe

Sindicato Rural de Castro- Organização paranaense que congrega fazendeiros e produtores de leite. Aparece no inquérito do STF sob a acusação de financiar a ida de dois ônibus com golpistas para Brasília. Sindicato possui ligações com a ex-deputada bolsonarista Aline Sleutjes (Pros-PR).

Foto: ReproduçãoGolpe

Viação Garcia/Brasil Sul - Grupo de trans- porte coletivo. operando nas regiões Sul e Sudeste. Teve seis ônibus apreendidos no DF, mas nega participação nos atos golpistas. Sócio Estefano Boiko Junior foi presidente do Condominio Rural Agropecuária Girassol, e m Roncador (PR).

Foto: ReproduçãoGolpe

Clube dos Amigos Leilões - Organizadora de leilões de gado bovino em Quirinópolis (GO). Sediou uma reunião com produtores rurais no dia 5 de janeiro, com o objetivo d e organizar um comboio de veículos para transportar os golpistas do município goiano até Brasilia.

Foto: ReproduçãoGolpe

Life Agro Insumos- Distribuidora de agrotóxicos pertencente à família de Talise Tiecher Souza, mulher do vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (MDB). Teve dois veículos multados pela PRF por participar de bloqueios golpistas.

Foto: ReproduçãoGolpe

Agroterra - Distribuidora de peças para tratores de Santarém (PA). Fundada por José Joaquim de Aguiar Lima, foi vendida para dois funcionários em 2014, dois anos após ser autuada pelo Ibama por desmatar 140 ha de floresta amazônica. Teve três veículos mul- tados por transportar golpistas.

Foto: ReproduçãoGolpe

Cooperativa Agroindustrial d e Cascavel (Coopavel)- Organização de produtores de leite do Oeste paranaense teve três veículos multados pela PRF por participar de bloqueios golpistas. Com faturamento anual de R$ 5,8 bilhões. É a 15ª maior cooperativa do país. Seu presidente, Dilvo Grolli, acompanhou Bolsonaro em eventos no Paraná.

Foto: ReproduçãoGolpe

Agrosanta Agropecuária Santarém- Distribuidora de agrotóxicos e insumos d o Pará participou em bloqueios golpis- tas. Um dos sócios, Reginelson Sá Maia, obteve e m 2017 a titulação de lotes irregulares de terras pelo Programa Terra Legal. Ele é sobrinho do ex-prefeito de Santarém (PA), Lira Maia, condenado por desvio de verbas.

Foto: ReproduçãoGolpe

PARTICIPARAM DA INVASÃO E DA QUEBRADEIRA Enric da Costa Lauriano - Pecuarista e dono de construtora e mineradora em Xinguara (PA). Foi candidato a prefeito pelo PSL em 2020 e a suplente do senador Flexa Ribeiro (PP-PA) em 2022. Membrodo grupo Direita Xinguara, que organizou comboios levando golpistas do Sul do Pará até Brasília. Participou pessoalmente da invasão, enquanto seu pai e irmão leiloavam gado para custear os ônibus.

Foto: ReproduçãoGolpe

Jorge Ferreira - Bananicultor de Miracatu (SP), no Vale do Ribeira, mesmo município onde o irmão de Jair Bolsonaro atuou como chefe de gabinete do prefeito Vinicius Brandão (PL). O pai de Jorge Ferreira tem 338 hectares para plantio de banana. O advogado que o defende no inquérito dos atos golpistas já foi assessor dos deputados bolsonaristas Kátia Sastre (PL-SP) e Alberto Fraga (PL-DF).

Foto: ReproduçãoGolpe

Ary Marcos d e Paula Bárbara - Ex presidente da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), pecuarista em Santa Bárbara de Goiás (GO) e dono da TSE Automação Industrial, de Valinhos (SP). Acusado de financiar carros de som para os atos antidemocráticos de 7 de setembro de 2021.

Foto: ReproduçãoGolpe

Luis Augusto Militão- Ex-secretário municipal e candidato a prefeito de Divinópolis (MG) em 2016, Militão é radialista e comentarista esportivo. Dono da Fazenda Gavião, em Pedra do Indaiá (MG), o golpista mineiro é aliadodo deputado

@DomingosSavioMG (PSDB-MG), um dos dirigentes da Frente Parlamentar da Agropecuária, que tentou visitalo na sede da Policia Federal.

Foto: ReproduçãoGolpe

Aline Magalhaes Ferreira Provencio - Produtora de cafés especiais e sócia na Fazenda Santa Jucy, localizada no município de Cássia dos Coqueiros(SP), na região Mogiana. O Café Santa Jucy possui certificação internacional pela UTZ (parte da Rainforest Alliance) e integra o projeto Brazil Coffee Nation, da ApexBrasil.

Foto: ReproduçãoGolpe

Juliano Antoniolli e Luane Grotta- Agrônomo e médica obstetra de Sinop (MT). Juliano é filho de Valdemar Antoniolli, dono da Fazenda Platina, de pecuária bovina, e da madeireira Coimal. Em 3de janeiro, dias antes dos atos, Valdemar e o filho leiloaram mais de 1.000 cabeças de gado.

Foto: ReproduçãoGolpe

Pâmela Luana Missio- Proprietária do imóvel Fazenda Jatobá, de 546 ha, em Itaituba (PA), onde explora madeira. Em 2016, assinou TAC por conta de um dano ambiental cometido no imóvel. Moradora de Novo Progresso (PA), Pâmela ofi presa junto ao marido em Brasília.

Foto: ReproduçãoGolpe

Osmar Hilebrand - Sócio da Agroflorestal Hilebrand, em Monte Carmelo (MG). Detido entre os invasores do Palácio do Planalto em 8 de janeiro, teve prisão em flagrante convertida em preventiva.

Foto: ReproduçãoGolpe

Arnaldo Annichino Nacarato - Ex-vereador de Capivari (SP) é dono de três fazendas em Presidente Olegário (MG), totalizando 1.017 hectares. Identificado pelo perfil Contragolpe, Nacarato não é alvo de inquérito.

Foto: ReproduçãoGolpe

Kleber Morandi Gandolfo - Dono de haras e criadord e cavalos em Arco-Iris (SP). Também atua em piscicultura. Não é alvo de inquérito

Foto: ReproduçãoGolpe

Francisco Gaudencio Schena- Sócio da Fazenda Santa Clara e da Schena Comérciode Carnes, ambas em Santo Antônio da Platina (PR). Participou da invasão da Praça dos Três Poderes.

Foto: ReproduçãoGolpe

Cristina Garvil- Candidata a deputada federal por Minas Gerais pelo Patriota, conquistou suplência. Declarou ao TSE duas propriedades rurais em Ituiutaba (MG). Ela recebe R$ 17 mil por mês da União com o aluguel de u m imóvel onde funciona a Subseção da Justiça Federal deItuiutaba.

Foto: ReproduçãoGolpe

Marcos Mataveli de Morais- Ex-vice-prefeito de Pancas (ES) pelo PSDB, dono de loja de materiais de construcão e cafeicultor. Mataveli faz parte do movimento B38, uma das células radicais responsáveis por organizar caravanas golpistas a Brasilia. Foi alvo de busca e apreensão durante a Operação Lesa Pátria, da PF.

Foto: ReproduçãoGolpe

Aarão Lourenço Vieira e João Caldeira - Proprietário da Fazenda Salvação, em Leopoldina (MG), e dono de uma corretora de seguros, ele é primo do prefeito Pedro Augusto Junqueira Ferraz (PL). Foi alvo da terceira fase da Operação Lesa Pátria.

Foto: ReproduçãoGolpe

João Caldeira - Fazendeiros de Flora Rica (SP). Foram filmados festejando o momento da invasão.

Foto: ReproduçãoGolpe

Carlos Augusto de Andrade - Pecuarista de Bebedouro (SP), possui empresas e propriedades rurais em Barretos, onde reside. Em 2018, recebeu Jair Bolsonaro em uma de suas fazendas, durante a Festa do Peão, em plena campanha presidencial. Membrode um tradicional clã usineiro da região, dono da Usina Andrade, vendida em 2007 à Guarani S/A

Foto: ReproduçãoGolpe

RURALISTAS QUE APOIARAM O TERRORISMO

Raijan Mascarello- Piloto de automobilismo e diretor da Fazenda Comil, em Sapezal (MT), onde foi alvo de inquérito em 2008 por irregularidades trabalhistas. Tornou-seconhecido após tingir uma cachoeira d e corante azul durante um "chá-revelação". Seu tio Rovilio Mascarello é um dos maiores proprietários de terras do país e tem histórico de grilagem no Maranhão e no Piauí. Em 8 de janeiro, Raijan publicou imagem soltando fogos com a legenda: "Começo do fim dos ratos comunistas".

Foto: ReproduçãoGolpe

Wellington Francisco Rosa - Pecuarista e dono de uma rede de lojas de produtos agropecuários no Sul do Pará. Conhecido como "TA", Rosa é proprietário da Fazenda Maranata, em São Félix do Xingu (PA), que comprou animais criados ilegalmente na Terra Indígena Apyterewa. É parceiro de Enric Laurianon o movimento Direita Xinguara e apoiou sua candidatura à prefeitura do município em 2020. Em dezembro, gravou vídeo no acampamento do QG de Brasília convocando ruralistas paraenses a apoiar os atos golpistas. Ele estava acompanhado do fazendeiro Lázaro de Deus Vieira Neto, acusado pelo assassinato de dois líderes doMST em Parauapebas (PA), em abril de 1998.

Foto: ReproduçãoGolpe

Alípio Maggi - Primo d o ex-ministro, ex-senador e ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi. Segundo Ramiro Caminhoneiro, principal organizador das caravanas de 8 de janeiro, Alípio seria o articulador do movimento golpista junto ao agronegócio. Dono da Maggi Alimentos e Agroindustrial, em Porto Velho (RO),o empresário foi acusado de aplicar golpes se intitulando diretor do Grupo Amaggi no Amazonas.

Foto: ReproduçãoGolpe

Luciano Guedes - Prefeito de Pau D'Arco (PA) entre 2009 e 2012 e ex-diretor da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará. Foi assessor especial do senador Zequinha Marinho (PL-PA) até 2022. Antes, em 2019, judicializou a disputa pela presidência da Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa), levando o caso à delegacia. Em dezembro, participou ativamente no QG de Brasília, exibindo placas pedindo intervenção militar.

Foto: ReproduçãoGolpe

Mario Gazin- Fundador do Grupo Gazin, rede varejistade móveis com mais de 300 lojas em dez estados, o empresário possui uma atuação menos conhecida no agronegócio através da Gazin Agropecuária, com fazendas de gado e eucalipto no Paraná e Mato Grosso do Sul. Dias antes do 8 de janeiro, gravou um vídeo oferecendo custear a ida de golpistas a Brasília.

Foto: ReproduçãoGolpe

Jomar Souza Andrade- Dono do Frigorífico Paladar em Minas Gerais, o empresário doou 40 mil em carne bovina para o acampamento golpista de Ipatinga (MG) . Em vídeo gravado no local, em novembro de 2022 Jomar articula o apoio com André Caminhoneiro, organizador do bloqueio e candidato derrotado à deputado estadual pelo Republicanos. O líder da paralisação comandou a caravana Ipatinguense que participou dos atos terroristas em Brasília .

Foto: ReproduçãoGolpe

Alexandro Lermen - Proprietário do Grupo Lermen, produtor de algodão em Sorriso (MT) e dono da transportadora. Destinou 13 caminhões de sua empresa para participar dos atos golpistas em Brasília, mas alegou que os funcionários levaram os veículos “ de livre e espontânea vontade ”.

Foto: ReproduçãoGolpe

Ricardo Guimarães de Queiroz - Ex vice prefeito de Itupiranga (PA) e Presidente do Sindicato Rural de Marabá, o pecuarista foi dono de uma rede de televisão na região. Queiroz foi apontado pelo Ministério Público como principal financiador do movimento golpista em Marabá, distribuindo carne aos acampados e desrespeitando decisões judiciais.

Foto: ReproduçãoGolpe

Maurides Parreira Pimenta - Fazendeiro de Campinápolis (MT). Confessou ter financiado o transporte de indígenas da etnia Xavante até Brasília para participarem dos atos golpistas.

Foto: ReproduçãoGolpe

Regina Duarte - A atriz foi casada com o pecuarista Eduardo Lippincott com quem iniciou criação de gado da raça Brahman em Barretos (SP) . Foi garota-propaganda de fazendeiros do Mato Grosso do Sul contra as retomadas indígenas durante os anos 2000. Também ironizou o genocídio do povo Yanomami em janeiro. Algumas semanas antes, comparou a prisão de terroristas em Brasília a “ Campos de concentração N@z!stas e divulga bastante FAKE NEWS”.

Foto: ReproduçãoGolpe

O sojeiro Diomar Pedrassani e seus familiares colaboram oficialmente com R$ 88 mil para a campanha. O gaúcho de Espumoso tem um histórico de violência. Em março de 2022, foi acusado de ameaçar de morte, so car e ati rar contra um motorista que transportava soja de uma de suas fazendas, no município de Jangada (MT). Em 23 de outubro de 2023, foi preso por porte ilegal de ar mas após ameaçar uma pessoa com uma Taurus. Ele pagou mil reais de fiança e foi liberado

Foto: ReproduçãoGolpe

Uma das empresas bloqueadas pelo STF, o Banco Rodobens, braço financeiro do Grupo Rodobens, não produz soja. Seus sócios têm negócios em dezesseis estados. Mas o banco é um grande financiador do agronegócio brasileiro, com uma cartela de opções do leasing ao consórcio agrícola. Para Bolsonaro, os sócios da empresa doaram R$ 60 mil. A instituição financeira com R$ 342 milhões de capital social informou em nota que não financia os protestos e que os veículos identificados são alugados. A empresa respondia ao mercado, já que o braço imobiliário do grupo tem ações na bolsa. Dois sócios da empresa, Milton Jorge de Miranda Hage e Waldemar Verdi Junior, são também pecuaristas

Foto: ReproduçãoGolpe

ÚLTIMAS NOTÍCIAS