Caso Renata: Polícia prende suspeito de matar jovem desaparecida em dezembro de 2020 no Piauí

Antes de desaparecer, Renata estaria na companhia do homem que foi preso nessa quarta, após cumprimento de mandado de prisão

Foto: Redes SociaisRenata estava desaparecida há dois meses
Renata estava desaparecida há dois meses

G1- A Polícia Civil do Piauí prendeu, na tarde de quarta-feira (24), um homem na cidade de Floriano, suspeito de matar Renata Pereira da Costa, que desapareceu no dia 28 de dezembro de 2020, quando saiu da cidade de Nazaré do Piauí para fazer compras.

Antes de desaparecer, Renata estaria na companhia do homem que foi preso após cumprimento de mandado de prisão expedido pelo Poder Judiciário. O homem já teve um relacionamento com a vítima.

O delegado regional de Floriano, Bruno Ursulino, explicou que o corpo foi localizado no dia 24 de janeiro, 34 dias após o desaparecimento, mas naquele momento não era possível confirmar que se tratava de Renata.

“Após diversas diligências na zona rural de Nazaré e de Floriano, nós conseguimos localizá-la em uma localidade a 45 km, que liga esse trecho da PI-140 de Floriano a Itaueira. Conseguimos entrar em uma mata, dentro de uma propriedade e encontramos os restos mortais debaixo de uma árvore”, explicou o delegado em entrevista à TV Clube.

A ossada foi encaminhada para a cidade de Teresina, para o Instituto de Medicina Legal (IML) e depois de confirmadas as características físicas do corpo, foi feito um exame de DNA que confirmou que se tratava de Renata.

Histórico de agressão

O delegado explicou que quando o corpo foi encontrado, a Polícia Civil conseguiu coletar mais provas contra o acusado, principalmente após depoimentos de várias testemunhas.

“Depois da certeza [que o corpo era da Renata], conseguimos encaminhar o desfecho da investigação. O suspeito já estava sendo investigado, tendo em vista que várias pessoas relataram o histórico de agressão dele. A única pessoa que negava esse histórico de agressão era ele mesmo”, disse o delegado Bruno Ursulino.

Ele explicou que apesar da pressão em relação ao caso, decidiu não informar sobre a localização do corpo, pois queria coletar todas as provas necessárias para o pedido de prisão. "A gente entendia a pressa das entidades, da família, mas a gente tinha a necessidade de dar as respostas e de poder entregar o corpo para a família”, relatou.

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Foto: Reproduçãoxx

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