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As críticas de Lula ao PT

Durante discurso no ato de filiação de Marta Suplicy, o presidente Lula criticou o PT e cobrou mais empenho dos militantes.

Foto: ReproduçãoLula em evento do PT
Lula em evento do PT

 

Durante discurso no ato de filiação de Marta Suplicy nesta sexta-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o partido e cobrou mais empenho dos militantes.

Lula mencionou a falta de recursos para candidatos petistas nas eleições de 2022. Segundo o presidente, os candidatos ficaram sem dinheiro até para produzir panfletos porque “o fundo eleitoral foi cooptado por deputados que têm mandato”.

Ainda no discurso, o petista convidou aqueles que se sentissem incomodados com sua declaração a procurá-lo.

O chefe do Executivo também cobrou reflexão sobre a queda no número de prefeituras e disse que o partido deve ir para as periferias em vez de criticar o governo.

Segundo o presidente, militantes de esquerda “perdem muito tempo” criticando o governo e falando com eles mesmos sem “ir para as periferias desse país conversar com as pessoas que foram enganadas pelo bolsonarismo”. O petista ainda criticou as fakes news, incluindo aquelas espalhadas “por alguns pastores evangélicos”.

“Por que um partido que teve 20% de preferência eleitoral teve 5% de voto na legenda para vereador? Alguma coisa está errada”, questionou.

Ao defender a prerrogativa do partido de lançar candidatos, independente de critérios como raça ou gênero, Lula expressou seu comprometimento com a revitalização do PT. “Eu tenho 78 anos, sou presidente pela terceira vez, já fiz mais coisa do que eu achei que fosse fazer. E agora eu quero salvar esse partido, que é a coisa mais importante. Por isso a minha ideia de trazer Marta de volta”, disse.

A ex-prefeita foi convidada por Lula para ser vice do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Identitarismo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma crítica contundente ao identitarismo e defendeu que o partido escolha como candidatos “lideranças reais” dos movimentos sociais. Em um discurso enfático, Lula expressou sua preocupação com a crescente tendência de atribuição de identidades como critério primordial para a seleção de candidatos políticos.

"Eu quero me lançar porque eu sou branco, porque eu sou mulher, porque eu sou negro, porque eu sou indígena. Está errado!", afirmou o presidente, destacando sua discordância com a ideia de que a mera identidade pessoal seja justificativa suficiente para buscar cargos políticos de destaque.

Lula reforçou a importância de escolher candidatos com base em suas experiências, históricos e compromissos reais com as causas populares e progressistas. Ele ressaltou a necessidade de que os representantes políticos do PT tenham uma conexão autêntica com os movimentos sociais e uma trajetória de luta pelos direitos do povo brasileiro.

O identitarismo é uma corrente política e social que coloca as identidades individuais no centro das preocupações políticas e sociais. Ele defende que a raça, gênero, orientação sexual, etnia e outras características pessoais devem ser consideradas como fatores primordiais na análise das desigualdades e na formulação de políticas públicas. O identitarismo critica a visão de que as identidades devem ser neutralizadas em favor de uma suposta igualdade universal, argumentando que é importante reconhecer e valorizar as experiências e perspectivas específicas de cada grupo social. No entanto, ele também enfrenta críticas por sua tendência a fragmentar movimentos sociais e por sua potencial dificuldade em promover uma coesão social ampla. Confira como foi:

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