Economista e ex-deputado federal

Jesus Rodrigues

Economista e ex-deputado federal

Os donos do dinheiro

 

Foto: Eu quero invetirDinheiro

 


Fiquei de demonstrar neste texto como acessar recursos caso os banqueiros não quisessem disponibilizar crédito para que as pessoas físicas e jurídicas, inclusive públicas, pudessem acessá-los na medida de suas necessidades.

É importante lembrar que boa parte dos recursos depositados em bancos são de terceiros, mas confiantes no gerenciamento dos mesmos, além do que os lucros acumulados ao longo dos anos somam valores expressivos que podem e devem ser disponibilizados, especialmente em momentos de crise.

Outra preliminar importante é que os recursos em bancos sofrem uma regulação própria da política econômica e monetária, conduzida pelo banco central, por exemplo, quando este decide aumentar ou diminuir as taxas de juros ou os ditos depósitos compulsórios.

Outra preliminar é a garantia de liquidez, isto é, o dono do dinheiro pode dispor do mesmo de um instante para o outro é depositá-lo debaixo do colchão.

Mais um nó neste caminho de acesso ao dinheiro, diz respeito ao considerado sacratíssimo direito de propriedade, como se ele fosse algo diferente de um bem móvel, imóvel ou mercadoria.

E por último, mas não menos importante, os donos do dinheiro são poderoso. Se você quiser fazer a velha pergunta de quem veio primeiro, o dinheiro ou o poder? Qualquer resposta será verdadeira.

Por conta dessa mística, as autoridades reguladoras deixam muitos vazios, ou fica como aquela jogada do vôlei, quando um jogador deixa para o outro, a bola cai e o ponto é ganho pelo adversário.

Ainda quero esclarecer junto à sociedade que, se uma sagrada residência de família, estiver no caminho de uma ponte, rua, viaduto ou túnel, ela será desapropriada a bem do interesse público.

É imperioso citar o exemplo das máscaras de proteção contra o coronavírus e do álcool em gel, quando foram expostos com preços de ocasião e o ministério público autuou vários estabelecimentos por prática de preços abusivos. 

E aqui vem a minha contribuição no sentido de instigar os poderes executivo, legislativo e judiciário, os quais estão deixando a bola um para o outro, perdendo pontos,  e os bancos ganhando de goleada, a tratarem o dinheiro como bem móvel, imóvel ou mercadoria, especialmente em tempos de pandemia e sendo de importância fundamental para não deixar a economia cair em profunda depressão. 

OBS: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do pensarpiaui.

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