Doutor em Antropologia

Arnaldo Eugênio

Doutor em Antropologia

O Brasil está sendo comandado por um falso “monarca presidencial”

Foto: Google ImagensA monarquia dele é falsa
A monarquia dele é falsa

O episódio do derramamento de petróleo que polui há dias - desde o início de setembro - o litoral do Nordeste brasileiro revela muito mais do que um acidente ambiental de proporções inimagináveis, o nome de culpados aleatórios, a indignação da maioria da população nordestina ou mesmo um governo desgovernado pelo despreparo de seus gestores. Trata-se, na verdade, de uma tragédia ambiental, com graves desdobramentos políticos, que se produziu a partir de um golpe das elites, para entronizar no poder um falso “monarca presidencial”, gestado no baixo clero do Congresso Nacional.

O descaso com a situação ambiental de nível emergencial no Nordeste, associado à pífia ação governamental, baseada em acusações levianas e desinformações dos fatos, revelam ao Brasil, e ao mundo, que estamos à deriva, sendo governados por um falso “monarca presidencial” (e seus asseclas alaranjados) que não é versado nos princípios ou na arte de governar. Ou seja, um falso “monarca presidencial” que não é ativamente envolvido em conduzir os negócios de um governo ou moldar a sua política de governança.

De fato, o Brasil está sendo presidido por um falso “monarca presidencial” que não sabe ser de Estado nem possui trato ou zelo com as relações diplomáticas. Tem-se, assim, um político desprovido de caráter estadista que tripudia da inteligência social e se faz de “conservador patriota” para destilar insultos por meio de discursos de ódio e tuitar imitações baratas made in USA de Donald Trump.

Enquanto a população nordestina se desdobra em mutirões de limpeza nas praias do litoral, para evitar uma catástrofe ambiental ainda maior, o falso “monarca presidencial” e sua comitiva de asseclas vagueiam pela Ásia e o Oriente Médio, supostamente, articulando um mercado multilateral de negócios e economias, indiferente ao sofrimento do povo brasileiro que habita a região Nordeste. Para o falso “monarca presidencial”, a culpa é do PT, das ONGs e da Venezuela, ou seja, as eleições terminaram, mas não cessaram os discursos de ódio e, agora, a vingança recaem sobre a população nordestina.

Segundo o decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Melo, “o atrevimento presidencial parece não encontrar limites”, ao se comparar a um leão, numa postagem em rede social, e o STF, o PSL, os partidos de esquerda (PSOL, PT), a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil e veículos de imprensa a hienas. O que revela, de fato, é um comportamento típico de alguém desprovido de “gravitas” e a devida estatura presidencial, além do alto grau de analfabetismo político sobre “o dogma da separação de poderes”.

Ao que parece, intencionalmente, a demora do Governo Federal em tomar medidas emergenciais para conter o vazamento de petróleo no litoral do Nordeste é parte de uma "vingança" do falso “monarca presidencial” contra a os eleitores da região que não o acompanharam nas urnas. Assim, o povo nordestino e os voluntários foram largados à própria sorte, para protegerem a fauna e a floral do litoral, fazendo a contenção e a limpeza do óleo nas praias.

O Governo Federal extinguiu, em abril, o comitê executivo do Plano Nacional de Contingência (PNC) e o ministro do Meio Ambiente só acionou o PNC apenas 41 dias após os primeiros registros de vazamentos. Enquanto isso, o falso “monarca presidencial” negou a existência de um PNC e, indiferente, sem ter feito sequer uma única visita à região, viajou para fora do país. Ora, um estadista jamais deixaria o povo durante um desastre ambiental da magnitude do que está ocorrendo no Nordeste do Brasil, a não ser por ódio à plebe.

OBS: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do pensarpiaui.

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