O Brasil alcançou uma marca histórica na redução da fome. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou nesta quarta-feira (15) que os programas sociais do governo federal reduziram a insegurança alimentar a níveis inéditos.
Dados da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), do IBGE, apontam que a proporção de domicílios em insegurança alimentar grave caiu de 4,1% para 3,2% em apenas um ano. Na prática, mais de dois milhões de pessoas deixaram a condição de fome.
Políticas contínuas e prevenção de retrocessos
Wellington Dias destacou que a prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é consolidar políticas sólidas e permanentes.
“O objetivo é que nunca mais a fome volte ao mapa do Brasil, por meio de políticas contínuas e sustentáveis”, afirmou o ministro em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Segundo ele, a atuação integrada com dados de saúde e levantamentos sociais permite identificar famílias em risco e agir de forma rápida e eficaz.
Integração com programas sociais
A estratégia de combate à fome está ancorada em programas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
“No novo Bolsa Família, quem entra só sai para cima — para o emprego, o pequeno negócio, a renda do trabalho. E, se perde a renda, não volta para a fome, volta para o benefício”, explicou o ministro.
Busca ativa e reconhecimento internacional
Para alcançar famílias ainda não contempladas, o governo tem intensificado a busca ativa, envolvendo escolas, igrejas, empresas e unidades de saúde.
“Estou otimista. Acredito que, em 2025, vamos apresentar resultados ainda melhores”, disse Dias.
O ministro ressaltou ainda que o Brasil voltou a ser reconhecido pela ONU como fora do Mapa da Fome, resultado do fortalecimento da renda, da agricultura familiar e das políticas de segurança alimentar.
Aliança Global Contra a Fome
Wellington Dias também destacou o protagonismo do Brasil na Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, lançada em 2024 durante a presidência brasileira do G20. A iniciativa já conta com 201 países e organizações, com a meta de alcançar 500 milhões de pessoas até 2030 por meio de programas de transferência de renda e alimentação escolar para 150 milhões de crianças.
Nesta semana, durante reunião na sede da FAO, em Roma, o ministro acompanhou o presidente Lula em discussões sobre planos nacionais de combate à fome na África, Caribe e América Latina, além da criação do escritório do Mecanismo de Suporte da Aliança.
Cooperação internacional
Wellington Dias reforçou que o enfrentamento da fome é um desafio global que exige solidariedade entre as nações.
“O presidente Lula lançou um desafio: não há solução para a fome e a pobreza se os mais ricos não ajudarem. Os 46 países mais desenvolvidos estão colaborando com os países em desenvolvimento”, afirmou.