Daniel Vorcaro desistiu de tentar uma terceira delação premiada, decidiu manter o advogado Sérgio Leonardo na defesa e adotará uma estratégia jurídica tradicional. A equipe concentra agora os esforços na revisão das provas reunidas pela Polícia Federal, especialmente das transcrições de mensagens incorporadas ao inquérito.
O que aconteceu
Daniel Vorcaro abandonou a possibilidade de firmar uma terceira delação premiada e seguirá sendo representado pelo criminalista Sérgio Leonardo, que atua em sua defesa desde a primeira prisão do empresário, em 18 de novembro. Com isso, a estratégia passa a ser conduzida nos moldes de uma defesa clássica.
A decisão também encerra a possibilidade de substituição de Sérgio Leonardo por Cezar Bittencourt, que havia declarado publicamente que assumiria o caso. Antes da definição, Bittencourt visitou Vorcaro na Papudinha e se reuniu com Leonardo. O advogado foi responsável, no ano passado, pela negociação do acordo de delação premiada de Mauro Cid no inquérito sobre a tentativa de golpe.
Segundo informação da coluna de Lauro Jardim, a mudança na defesa não avançou. Com a desistência de uma nova negociação de colaboração premiada, os advogados passaram a concentrar o trabalho na análise do material produzido durante a investigação.
Seis integrantes do escritório de Sérgio Leonardo revisam as transcrições elaboradas pela Polícia Federal a partir de mensagens encontradas nos celulares de Vorcaro. O objetivo é identificar eventuais divergências entre o conteúdo original das conversas e os documentos anexados aos autos. Essa revisão integra a nova estratégia de defesa, que, neste momento, não prevê qualquer negociação de delação premiada.