A Operação Atlas, coordenada pelo Ministério da Defesa, é o maior exercício militar conjunto do Brasil em 2025. O treinamento reúne Marinha, Exército e Aeronáutica em uma ação integrada voltada ao aprimoramento da atuação das Forças Armadas na Amazônia, região considerada estratégica para a soberania nacional.
O objetivo central é ampliar a interoperabilidade entre as Forças, isto é, sua capacidade de atuar de forma coordenada em missões complexas. As operações combinam meios terrestres, aéreos e fluviais, simulando cenários em rios, selva, mar e espaço aéreo. O exercício testa sistemas de comando e controle, além de consolidar o preparo militar em uma das áreas mais desafiadoras do território brasileiro.
A fase final da Operação Atlas foi lançada na Base Aérea de Boa Vista, em Roraima, com a presença do ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, e dos comandantes das três Forças — Almirante Marcos Sampaio Olsen (Marinha), General Tomás Ribeiro Paiva (Exército) e Tenente-Brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno (Aeronáutica) —, além do governador de Roraima, Antônio Denarium, e outras autoridades civis e militares. Durante a solenidade, foram apresentados os meios empregados em todo o território amazônico, incluindo navios, aeronaves, veículos blindados e sistemas de monitoramento espacial.
Em Roraima, o Exército e a Aeronáutica executam missões terrestres e aéreas para garantir a superioridade aeroespacial na região. Já a Marinha opera a partir do Pará, com apoio da aeronave de patrulha P-95 Bandeirulha, da Força Aérea Brasileira (FAB), responsável por vigiar a Foz do Amazonas. Segundo o ministro José Mucio, a operação “coroa um ciclo anual de qualificação e atestamento militar, demonstrando a sinergia entre as Forças e o compromisso com a integridade e soberania nacional”.
A Força Aérea Componente (FAC), sob coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), lidera as missões aéreas de ataque ao solo, reconhecimento, vigilância e apoio às tropas em solo. Participam aeronaves de múltiplos esquadrões: A-29 Super Tucano, A1-M, H-60L Black Hawk, C-98 Caravan, drones Hermes 900 e unidades de salvamento ParaSar, além do Centro de Operações Espaciais (COPE), que monitora satélites de comunicação e observação.
O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Damasceno, destacou o caráter inédito da iniciativa: “Em 26 anos do Ministério da Defesa, não houve operação desse porte. Estamos testando nossas forças integradas e identificando novas necessidades para garantir a defesa do espaço aéreo e fortalecer a integração nacional”.
A Operação Atlas consolida, assim, um marco no treinamento conjunto das Forças Armadas, reafirmando o papel estratégico da Amazônia para a defesa, a segurança e a soberania do Brasil.