Teresina sediará no próximo domingo (7), às 17h, na Praça Pedro II, um dos atos nacionais organizados pelo Movimento Mulheres Vivas para denunciar o aumento dos feminicídios no país. Mobilizações já estão confirmadas em ao menos 15 cidades, com Porto Alegre e Belém realizando seus protestos no sábado (6). O movimento afirma que o Brasil vive uma “escalada brutal” de agressões e assassinatos de mulheres, marcada por impunidade e pela difusão de discursos misóginos.
Os números de São Paulo ilustram a gravidade do cenário: entre janeiro e outubro, houve 53 feminicídios na capital e 207 em todo o estado, o maior índice desde 2015 e 8% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. O caso recente de Tainara Souza Santos, de 30 anos, arrastada por um carro na Marginal Tietê e gravemente ferida pelo ex-companheiro, ampliou a repercussão da crise.
O manifesto do movimento destaca que o dia 7/12 será “decisivo” para mostrar que mulheres organizadas “não serão derrotadas pela violência”. Os atos ocorrerão em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Campo Grande, Fortaleza, Manaus, Brasília, São Luís, Belo Horizonte, Parnaíba e São José dos Campos.
A escalada da violência também repercutiu politicamente. Em discurso em Pernambuco, o presidente Lula se emocionou ao comentar casos recentes e defendeu punições mais duras para agressores. No Congresso, a Bancada Feminista do PSOL protocolou um pedido de CPI para investigar o aumento dos feminicídios em São Paulo.
O manifesto “Mulheres Vivas” convoca a população às ruas para enfrentar o avanço do machismo e exigir proteção e respeito às mulheres, afirmando que cada violência é um chamado à ação e que a mobilização coletiva é essencial para impedir retrocessos.