A seleção do Irã voltou a reclamar das condições enfrentadas durante a Copa do Mundo. Após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, o técnico Amir Ghalenoei afirmou que a equipe tem sido alvo de sucessivos obstáculos logísticos, incluindo a exigência de retorno imediato ao México após a partida, sem tempo adequado para recuperação física.
O que aconteceu
Após o confronto realizado em Los Angeles na segunda-feira (15), Amir Ghalenoei criticou a decisão que obrigou a delegação iraniana a deixar os Estados Unidos imediatamente. Segundo ele, a equipe havia recebido autorização para permanecer no país até o horário do almoço de terça-feira, mas a permissão foi cancelada sem explicação.
O treinador afirmou que o Irã tem enfrentado dificuldades desde antes do início do torneio. Em meio às tensões diplomáticas entre Teerã e Washington, vistos para membros da comissão técnica e da equipe de apoio teriam sido liberados com atraso. Os documentos de viagem dos jogadores também só teriam sido emitidos pouco antes do embarque.
Além disso, a seleção precisou alterar seus planos de preparação. A base inicialmente prevista em Tucson, no Arizona, foi transferida para Tijuana, no México, poucos dias antes da competição.
O atacante Mehdi Taremi também criticou a situação, classificando o tratamento recebido como um “desastre”. Segundo ele, jogadores e integrantes da comissão convivem com estresse constante há meses, situação que estaria afetando o desempenho da equipe. O atleta defendeu maior apoio da FIFA e afirmou que os jogadores só foram informados da mudança de logística no próprio dia da partida.
Taremi revelou ainda que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, esteve no vestiário da seleção iraniana para discutir o problema e tentar encontrar soluções, embora outras questões ainda estejam envolvidas.
Loading...