O governador Tarcísio de Freitas enfrenta pressão após a revelação de conexões entre sua campanha, a privatização da Emae e o conglomerado do Banco Master, alvo de investigação por fraude bilionária. Seu maior doador individual, o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do banco, contribuiu com R$ 2 milhões e mantém atuação em fundos e empresas ligados ao grupo, como Moriah Asset e Super Empreendimentos.
No governo, Tarcísio conduziu a privatização da Emae por R$ 1,04 bilhão. Posteriormente, a empresa aplicou R$ 160 milhões em CDBs do Letsbank, instituição do mesmo conglomerado do Banco Master, gerando questionamentos sobre o destino de recursos após a venda.
A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, prendeu Vorcaro e ex-CEOs do banco e identificou movimentações suspeitas que podem alcançar R$ 12,5 bilhões, envolvendo fundos como Hans 95, Astralo 95 e Murren 41, além de instituições públicas.
As ligações entre doações, laços familiares, privatizações e aplicações financeiras colocam em xeque a imagem de eficiência administrativa defendida por Tarcísio e abrem espaço para críticas e possíveis investigações sobre transparência e governança.