Tabata Amaral ensina como destruir o PCC e o CV e dá uma lapada na direita

A deputada publicou um vídeo nas redes sociais em que faz duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro e ao discurso defendido por aliados da direita sobre o combate ao crime organizado no Brasil

A deputada federal Tabata Amaral publicou um vídeo nas redes sociais em que faz duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro e ao discurso defendido por aliados da direita sobre o combate ao crime organizado no Brasil.

Na gravação, Tabata afirma que a discussão sobre a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas não deve desviar o foco do principal objetivo: enfraquecer e desarticular financeiramente as facções criminosas.

“Não importa o nome que se dê ao PCC. O que importa é destruí-lo”, afirma a parlamentar.

A deputada chama atenção para o fato de que um dos principais defensores da classificação das facções como grupos terroristas é Flávio Bolsonaro. Em seguida, ela destaca que o senador representa o estado do Rio de Janeiro, uma das unidades da federação mais afetadas pela atuação do crime organizado e das milícias.

Segundo Tabata Amaral, apesar do discurso de enfrentamento à criminalidade, Flávio Bolsonaro “nunca fez nada de verdade” para combater a expansão dessas organizações criminosas.

Durante o pronunciamento, a parlamentar também menciona as acusações e investigações que, ao longo dos últimos anos, envolveram integrantes da família Bolsonaro em episódios relacionados a milicianos e figuras ligadas ao crime organizado.

“Siga o dinheiro”, diz deputada

Para Tabata, o caminho mais eficaz para combater facções criminosas passa pelo rastreamento dos fluxos financeiros que sustentam essas organizações.

A deputada argumenta que, sempre que surgem propostas para ampliar mecanismos de fiscalização financeira e rastreamento de recursos suspeitos, setores políticos que hoje defendem medidas mais duras contra o PCC e o Comando Vermelho atuam para impedir avanços nessas investigações.

Como exemplo, ela cita a atuação do deputado federal Nikolas Ferreira em debates sobre monitoramento financeiro, além de críticas a propostas defendidas pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, que, segundo ela, acabariam protegendo setores privilegiados da sociedade.

Tabata também menciona denúncias divulgadas pela imprensa envolvendo o senador Ciro Nogueira e supostos repasses em dinheiro vivo atribuídos a integrantes do PCC, tema que já foi alvo de controvérsias e debates públicos.

Ao final da manifestação, a deputada reforça que o combate ao crime organizado exige investigação financeira, inteligência policial e responsabilização de quem financia atividades criminosas, independentemente de posições políticas ou ideológicas.

Veja abaixo a íntegra do pronunciamento de Tabata Amaral nas redes sociais