Um homem de 28 anos está internado no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba, a 340 km de Teresina, com suspeita de intoxicação por metanol.
Ele havia procurado atendimento na unidade na quarta-feira (1º), recebeu medicação e chegou a ter alta. No entanto, os sintomas persistiram e ele retornou ao hospital nesta sexta-feira (3).
De acordo com informações preliminares, o paciente apresentou dores abdominais, visão turva e episódios de vômito após consumir gin.
A direção do HEDA informou que divulgará uma nota oficial sobre o caso.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou nesta quinta-feira (2) a recomendação para que a população evite o consumo de bebidas destiladas de procedência desconhecida, diante dos recentes casos de adulteração com metanol.
“Recomendo na condição de ministro da Saúde, mas também como médico: evite, neste momento, ingerir qualquer destilado, principalmente os incolores, cuja origem não seja absolutamente segura. Não se trata de um produto essencial, mas de lazer. Ninguém terá prejuízo em suspender o consumo”, declarou.
Padilha destacou três orientações principais:
Verificar a procedência da bebida: “Tenha certeza de onde vem. Não aceite bebida oferecida em festas ou locais sem confiança, pois não há como saber o que contém ali”;
Manter boa alimentação e hidratação: “Mesmo em casos graves de intoxicação, estar alimentado e hidratado pode reduzir os efeitos. Isso não significa que o consumo seja liberado, mas pode minimizar os riscos”;
Não dirigir após beber: “Se beber, não pode dirigir em hipótese nenhuma”.
O ministro explicou ainda que a adulteração com metanol ocorre, sobretudo, em bebidas destiladas incolores, sendo mais difícil em cervejas, que possuem tampa, gás e características que dificultam a fraude.
O que é o metanol
O metanol é um álcool utilizado em solventes e outros produtos industriais, altamente tóxico quando ingerido. Ele é metabolizado pelo fígado, que o transforma em substâncias agressivas ao organismo, atingindo a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo provocar cegueira, coma e até morte. Também pode comprometer rins e pulmões.
Tratamento
O etanol farmacêutico é utilizado como antídoto, pois impede que o metanol seja convertido em ácido fórmico — substância ainda mais prejudicial ao corpo humano.