O secretário-adjunto de Segurança da Prefeitura de Santo André, Carlos Secco, virou alvo de críticas após a divulgação de um vídeo em que comenta uma ocorrência policial e afirma: “um petista a menos”. O caso repercutiu nas redes sociais e provocou reação de lideranças políticas locais.
No vídeo, gravado durante uma ação envolvendo um suspeito armado, Secco aparece celebrando a atuação policial com declarações agressivas. “Tamo chegando. Tem vagabundo, traficante, pilantra… se vier pra cima, vai tomar tiro”, diz. Em seguida, completa: “Lindo trabalho. Um petista a menos, sem dúvidas. Senta o aço”.
Contexto da ocorrência policial
A gravação foi feita durante o acompanhamento de uma ocorrência na Avenida dos Estados. Segundo informações, o suspeito dirigia um veículo Honda Fit roubado, colidiu com outro carro e tentou fugir a pé. Durante a perseguição, ele foi baleado e detido pelos agentes.
Enquanto o homem era atendido em uma ambulância, o secretário-adjunto fez a declaração que gerou forte repercussão. O episódio rapidamente viralizou e levantou questionamentos sobre conduta institucional e discurso político em ações de segurança pública.
Repercussão política e pedido de desculpas
Após a repercussão negativa, Carlos Secco entrou em contato com vereadores do PT de Santo André para se retratar. Em nota, afirmou estar “muito triste” com o ocorrido e classificou a fala como um “deslize”.
Segundo ele, o comentário ocorreu durante uma transmissão ao vivo, quando teria lido mensagens de seguidores. “Não justifica, tenho que tomar cuidado. Estou aprendendo com esse tipo de exposição”, declarou.
O vereador Clóvis Girardi (PT) confirmou o pedido de desculpas e criticou a gravidade da declaração. De acordo com o parlamentar, a fala é especialmente preocupante “no contexto de violência política que o Brasil viveu nos últimos anos”, além de incompatível com o cargo público ocupado por Secco.
Nota de repúdio e debate sobre violência política
A direção municipal do PT em Santo André divulgou uma nota de repúdio contra o secretário-adjunto, destacando que o episódio fere princípios democráticos e reforça discursos de intolerância política.