Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo - o subserviente

Ele elogia Trump, apoia classificação do PCC como grupo terrorista e defende interferência dos EUA no Brasil

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), provocou repercussão ao defender publicamente a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. 

Durante conversa com jornalistas nesta sexta-feira, Nunes afirmou considerar a medida do governo norte-americano "corretíssima" e demonstrou apoio irrestrito à iniciativa.

“Eu acho corretíssima essa decisão do governo americano de colocar PCC e Comando Vermelho como organização terrorista”, declarou o prefeito da maior cidade do país revelando seu nada surpreendente estilo subserviente.

A declaração ganhou ainda mais destaque quando Nunes foi questionado sobre a possibilidade de os Estados Unidos ampliarem sua atuação em temas relacionados à segurança pública brasileira. Em resposta, o prefeito afirmou que não vê problemas em uma eventual interferência estrangeira, desde que o objetivo seja combater integrantes das facções criminosas.

“Se for para interferir para levar integrantes do PCC para a cadeia, que fiquem muito à vontade”, disse.

As falas foram interpretadas por críticos como uma demonstração de alinhamento político com setores da direita bolsonarista que defendem maior aproximação com o governo Trump e uma atuação mais agressiva dos Estados Unidos em temas relacionados ao combate ao crime organizado na América Latina.

Ao justificar sua posição, Ricardo Nunes afirmou que PCC e Comando Vermelho devem ser tratados como organizações terroristas e criticou o que considera excessiva tolerância com criminosos.

“Eles são terroristas. Ninguém aguenta mais essa conversa de ficar passando a mão na cabeça de bandido”, declarou.

O prefeito também fez elogios ao senador Flávio Bolsonaro, a quem atribuiu protagonismo na articulação política que levou o tema ao debate internacional.

“Quero parabenizar o senador Flávio Bolsonaro por ter a coragem de fazer esse enfrentamento”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio à crescente polêmica sobre os impactos diplomáticos, jurídicos e econômicos da decisão dos Estados Unidos.