Rafael lança plano climático do Piauí e do Nordeste na COP30

Governador destaca papel dos estados na ação climática e reforça compromisso com sustentabilidade e energias renováveis.

Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), o governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Rafael Fonteles, apresentou nesta segunda-feira (10) o Plano Estadual de Ação Climática do Piauí. Ele também anunciou que, nesta terça-feira (11), o Consórcio Nordeste lançará oficialmente o Plano de Transformação Ecológica do Nordeste.

Rafael Fonteles destacou a importância do envolvimento dos estados brasileiros nas discussões climáticas globais. “Na sessão de abertura, acompanhei discursos marcantes do presidente Lula e do presidente da COP30, André Corrêa do Lago, que ressaltaram o papel fundamental dos governos subnacionais na implementação dessa agenda. Como governador, sinto-me honrado por esse reconhecimento internacional, que reforça o protagonismo de estados e municípios e certamente servirá de inspiração para outras regiões e países”, afirmou.

Ele acrescentou que espera que a COP30 fortaleça o engajamento dos gestores locais. “Prefeitos e governadores devem estar na linha de frente no enfrentamento da crise climática. Somos atores essenciais para criar soluções concretas, eficazes e próximas da população”, concluiu.

“O Piauí tem cumprido suas responsabilidades. Desenvolvemos nosso Plano de Ação Climática. Ao mesmo tempo, o Consórcio Nordeste, com apoio do ICLEI Brasil, estruturou o Plano de Transformação Ecológica do Nordeste, alinhado à agenda nacional de transição ecológica. Esses documentos demonstram que os entes subnacionais podem detalhar ações climáticas concretas e contribuir de forma significativa no combate às mudanças climáticas”, complementou.

O Plano Estadual de Ação Climática do Piauí, elaborado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), estabelece as diretrizes para que o estado alcance a neutralidade de carbono até 2050, tornando-se referência em resiliência climática e transição energética sustentável. O documento traz metas, ações e mecanismos de governança voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e à adaptação aos impactos do aquecimento global, com foco em desenvolvimento sustentável e justiça socioambiental.

Entre os principais objetivos estão a redução total (100%) das emissões de GEE até 2050, a universalização da coleta e tratamento de esgoto, a recuperação de 80% das áreas degradadas e o combate ao desmatamento ilegal. O plano também prevê a expansão do uso de energias renováveis, como solar e eólica setores em que o Piauí já se destaca nacionalmente, além do fortalecimento da bioeconomia e da agricultura de baixo carbono.