Que dia a popularidade de Bolsonaro vai alcançar a casa de apenas um dígito?

O incrível pastelão da crônica da morte anunciada de Bolsonaro

Foto: Reprodução

Por Jose Cassio, no DCM 

Bolsonaro conseguiu a proeza de transformar sua popularidade num pano de chão. Teto virou figura de linguagem, de tão longe que está, para definir o governo.

O cidadão desce mais célere a cada dia para o piso. Já tem menos de 20% de aprovação, segundo a pesquisa Atlas.

O debacle força à uma pergunta inevitável: demora ou não o dia em que a popularidade vai alcançar a casa de apenas um dígito?

Não admira os números raquíticos.

A despeito do péssimo governo – para dimensionar, faça uma pequena reflexão sobre a postura do sujeito na pandemia -, Bolsonaro tem outro problema sério: é tóxico, que, exceção dos filhos igualmente disfuncionais, ninguém suporta ficar por perto.

Em entrevista ao portal Universa, Sara Winter falou sobre as reclamações frequentes de Augusto Heleno. Para o velho general, Bolsonaro é difícil, faz apenas o que quer, é teimoso.

Mourão, que foi tratado como lixo nos três anos, já abriu conversa com Sergio Moro. Mourão e Bolsonaro formam aquele casamento que já nasceu caótico. Forçado, se mantém apenas por interesse momentâneo de ambos.

No Congresso, é cada vez maior o distanciamento dos deputados com o governo. Generalizou entre os parlamentares a ideia de que Bolsonaro não mantém em pé aquilo que ele próprio acabou de dizer sentado. Ou seja, não cumpre acordos.

Segundo fontes do DCM da própria base de apoio do governo, a maioria dos deputados está aguardando a hora certa de correr para os ‘braços de Lula’.

Outro fator torna a tentativa de reeleição do presidente algo que não é exagero classificar de impossível. Bolsonaro erra, e erra demais da conta. Cada dia é um problema diferente para administrar.

A economia? Alguns podem dizer que o Auxílio Brasil vai alavancar alguma coisa. Sim, talvez, mas é bom ressaltar que o governo acabou com o Bolsa Família, gerando incertezas em relação ao futuro, e dimuniu a base de beneficiados. Trocou seis por cinco.

Há um ano, a popularidade de Bolsonaro batia nos 31%, segundo o mesmo instituto Atlas. Abandonado pela base, dando voadora para agredir pessoas e grupos de interesse dia sim, outro também, o mandatário não vai longe, não.

Não deixa de ser uma boa notícia neste início de semana. Ah, e tem outra: Bolsonaro é pé frio.