Qual senadora é mais bonita? Damares diz: "sou eu!"

Declarações de Damares sobre Leila Barros e combate à corrupção alimentam leitura de rearranjo político e dividem bolsonaristas no DF

Em postagem no X, Guga Noblat afirmou que eleitores de direita ficaram irritados com elogios feitos pela senadora Damares Alves à também senadora Leila Barros. Segundo ele, esse movimento foi interpretado por bolsonaristas como um possível sinal de rearranjo político para 2026: se Damares deseja reencontrar Leila no Senado, isso indicaria, na leitura desse grupo, uma aposta na derrota de nomes como Bia Kicis — e até, em uma escalada de especulações, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. “Fogo no parquinho”, resumiu.

A leitura ganhou força após a cerimônia alusiva ao aniversário de 66 anos de Brasília, quando Damares fez um discurso com forte tom de enfrentamento à corrupção. Sem citar nomes, a senadora afirmou que a bancada do Distrito Federal está mobilizada para responder a recentes escândalos que atingem a capital e fez uma advertência direta.

“Quero terminar aqui mandando um recado para os corruptos de Brasília: os três senadores dessa casa não se curvam, não negociam e vão encontrar as respostas. E se precisar de cadeia, a cadeia espera todos vocês. Que Deus abençoe Brasília”, disse.

Além do tom de combate, Damares também sinalizou movimentações políticas ao elogiar colegas de bancada e defender a permanência de Leila Barros no Senado após 2027. A senadora citou ainda o colega Izalci Lucas ao reforçar a atuação conjunta da representação do Distrito Federal.

“Queria muito que Leila estivesse sentada nessa cadeira no próximo ano, do meu lado. Eu ainda vou ficar uns cinco anos aqui, Leila. E eu queria muito continuar ainda dividindo essa mesa com você. Claro que eu continuo sendo a mais bonita, mas é uma honra ser sua colega...”, afirmou.

O gesto foi interpretado por setores políticos como um aceno eleitoral antecipado e alimentou leituras divergentes dentro da direita, ampliando o clima de disputa interna e de reacomodação de forças no campo bolsonarista no Distrito Federal.