Lideranças do PT e do PSOL intensificaram negociações reservadas para formar uma federação com foco nas eleições de 2026. A articulação ocorre nos bastidores, conta com o aval do presidente Lula e enfrenta divergências internas, sobretudo no PSOL. Guilherme Boulos é um dos principais defensores da proposta.
O que aconteceu
Dirigentes do PT e do PSOL ampliaram conversas internas para viabilizar uma federação partidária mirando o pleito de 2026. As tratativas, realizadas de forma reservada, podem reorganizar o campo progressista na próxima disputa nacional. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoia a iniciativa e acompanha de perto o andamento das negociações. Segundo fontes ouvidas pela emissora, ele estaria disposto a atuar diretamente caso surjam resistências dentro das siglas que dificultem o acordo.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, é apontado como um dos principais entusiastas da federação. No PSOL, a corrente “Revolução Solidária”, liderada por ele, defende a aliança com o PT. Já o grupo “PSOL Popular” se posiciona contra a proposta, evidenciando divisões internas.
Lula avalia Boulos e a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) como lideranças com potencial de projeção nacional, o que reforça o interesse estratégico na aproximação entre os partidos.
Aliados de Boulos admitem a possibilidade de ele migrar para o PT, mas apenas após as eleições. A eventual mudança dependerá do resultado das negociações e do cenário interno em ambas as legendas.