A deputada Flora Izabel (PT) bem que tentou, mas não obteve exito na tentativa de unir os líderes do Partido dos Trabalhadores e dos Progressistas
na mesma mesa, no último final de semana, em grande evento de prestação de contas do seu mandato parlamentar, no Diferencial Buffet. Quer dizer, na mesma mesa eles até sentaram, mas o diálogo que não está fluindo nem nos bastidores políticos mais uma vez não aconteceu.
Pelo PT, estavam o presidente estadual do Partido, Assis Carvalho, e a senadora Regina Sousa. De repente entra o senador Ciro Nogueira (PP), que certamente escutou os sussurros da plateia lhe chamando de golpista, mas bravamente despistados pelo discurso de apoio da deputada Flora que aumentava o tom da voz cada vez que ele se aproximava. A equipe da deputada também pedia silêncio acalmando os ânimos dos militantes.
Ciro Nogueira estava acompanhado do deputado Mainha (PP) e foi acolhido pelo filho de Flora Izabel, o vereador Venâncio, que também integra os Progressistas. Logo foi constituída a mesa e anunciada a chegada da vice-governadora Margarete Coelho. Mas ao subir na tribuna, o deputado Assis Carvalho defendeu veemente a chapa pura, declarando que na formação de um chapão o Partido dos Trabalhadores se sacrificaria e provavelmente só conseguiria eleger três deputados estaduais e um federal.
O senador Ciro Nogueira discordou do deputado Assis e defendeu o chapão de 2014 para as eleições de 2018, inclusive com o PP abrindo mão da vaga de vice. Assumiu que já teve momentos de divergências com o governador Wellington Dias e com o próprio PT, mas destacou a fidelidade da vice-governadora Margarete Coelho, que nas suas palavras, "foi uma vice que nunca quis aparecer mais que o governador". Defendeu a candidatura da senadora Regina, a quem chamou de "minha professora". Não faltaram elogios.
A senadora Regina Sousa, por sua vez, reafirmou a defesa da chapa pura. "Estão nos forçando a fazer uma coligação proporcional. Em 2014, o PT foi o partido mais votado da coligação e só fez três deputados. E o segundo mais votado, que foi PMDB, fez cinco. Então somos gato escaldado. Não queremos coligação. Queremos chapa pura. (...) Sair sozinho para ter a nossa bancada fortalecida, porque quem fortalece partido é parlamentar, é o voto parlamentar principalmente de deputados e vereadores. O candidato majoritário é de todo mundo agora o partido tem que ter seu espaço, seu tamanho delimitado. Até porque nas próximas eleições (2020) não haverá mais coligação. Então é justo que a gente faça esse exercício agora", declarou.
A relação entre PT e Progressistas pode estar por um fio. Durante o fim da semana começou a circular nos bastidores a informação de que se o PT não abrir mão da chapa pura o Progressistas lança Margarete Coelho ao governo do Estado. O portal Sertão, de São Raimundo Nonato, cidade que tem a irmã da vice-governadora como prefeita, anunciou uma possível aliança entre o Progressistas e o PSDB, chapa que teria o deputado Luciano Nunes como vice e já contaria com o apoio de mais de 150 prefeitos. Margarete Coelho e Luciano Nunes participaram de evento em São Raimundo Nonato na noite da sexta-feira, 25. Confira: