PT define estratégia para ampliar bancada no Senado em 2026

Partido foca em estados menores e nomes conhecidos para garantir mais cadeiras

O PT planeja fortalecer sua bancada no Senado nas eleições de 2026, mirando estados menores e candidatos com visibilidade. A estratégia inclui reeleições, ex-senadores e figuras públicas, visando manter e ampliar a base aliada de Lula na Casa, hoje com 38 votos fiéis.

O que aconteceu

O PT está traçando um plano para ampliar sua representação no Senado na próxima legislatura. Com 54 cadeiras em disputa, a meta é fortalecer a base aliada de Lula, que atualmente conta com 38 votos “fiéis”, sendo 28 de senadores em fim de mandato.

O partido prioriza estados menores, como Acre, Amapá, Tocantins, Sergipe e Rio Grande do Norte, onde é mais fácil conquistar votos devido à menor população. Em Tocantins, o pré-candidato é o ex-deputado Paulo Mourão. No Acre, Jorge Viana, ex-senador entre 2011 e 2019, tentará retornar à Casa. Randolfe Rodrigues busca a reeleição no Amapá, Rogério Carvalho deve concorrer em Sergipe, e Fátima Bezerra representará o PT no Rio Grande do Norte.

Em estados maiores e com eleitorado mais competitivo, como Santa Catarina, Distrito Federal e São Paulo, a estratégia envolve apostar em “rostos conhecidos”. Erika Kokay é cotada no DF, enquanto em SC o nome preferencial é Décio Lima, ex-deputado federal e ex-prefeito de Blumenau. Em São Paulo, possíveis candidaturas incluem ministros de Lula, como Marina Silva, Simone Tebet e Fernando Haddad, mas ainda não há definições oficiais.

O objetivo central do PT é maximizar a bancada aliada no Senado, equilibrando apostas em nomes experientes e populares, garantindo influência e votos fiéis para a base do governo na próxima legislatura.