A Polícia Federal cumpriu, no início da noite desta quarta-feira (20), um mandado de busca pessoal e apreensão de aparelhos celulares contra o pastor Silas Malafaia no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da PET nº 14129, que investiga aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Malafaia desembarcava de um voo vindo de Lisboa quando foi abordado por policiais federais e conduzido para prestar depoimento nas dependências do aeroporto. Além da apreensão do celular, o pastor também foi alvo de medidas cautelares que incluem a proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados.
A decisão do STF atendeu a pedido da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) emitido em 15 de agosto. No documento, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que a PF reuniu diálogos e publicações que apontam Malafaia como “orientador e auxiliar das ações de coação e obstrução promovidas pelos investigados Eduardo Nantes Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro”.
Segundo Gonet, as evidências indicam que o pastor e os demais investigados “estão associados no propósito comum, bem como nas práticas dele resultante, de interferir ilicitamente no curso e no desfecho da Ação Penal nº 2668 [da tentativa de golpe], em que o ex-presidente figura como réu”.