Durante a megaoperação das forças de segurança nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o principal alvo era Edgar Alves Andrade, conhecido como Doca da Penha ou Urso, uma das lideranças do Comando Vermelho (CV). No entanto, quem acabou morrendo durante o confronto foi Penélope, conhecida como Japinha ou “musa do crime”, apontada pela polícia como uma das principais combatentes da facção. A operação, considerada a mais letal da história do estado, deixou ao menos 120 mortos, segundo o secretário de Segurança Pública do RJ, Victor Santos.
Doca, nascido na Paraíba e criado na Vila Cruzeiro, é fugitivo do sistema carcerário e investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores, segundo o Disque Denúncia. Em 2023, ele foi apontado como o mandante da execução de três médicos e da tentativa de homicídio de um quarto homem na Barra da Tijuca, após as vítimas serem confundidas com milicianos de Rio das Pedras.
Durante a operação, Japinha foi atingida por um disparo de fuzil no rosto enquanto trocava tiros com os agentes. Considerada pessoa de confiança dos chefes locais, ela atuava na proteção de rotas de fuga e na defesa de pontos estratégicos de venda de drogas. No momento do confronto, usava roupa camuflada, colete tático e carregadores de fuzil. Seu corpo foi encontrado próximo a um dos acessos principais da comunidade, após horas de intenso tiroteio.
Antes de morrer, Penélope ganhou notoriedade nas redes sociais, onde costumava publicar fotos ostentando armas e roupas militares, o que lhe rendeu o apelido de “musa do crime”, símbolo da estética de poder e glamour dentro da estrutura da facção.