A Polícia Federal cumpre, nesta quarta-feira, um mandado de busca e apreensão na 13ª Vara Federal de Curitiba, unidade que conduziu os processos da Operação Lava Jato e se tornou um de seus principais símbolos. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), indicando que a investigação pode envolver pessoa com prerrogativa de foro na Corte. A medida reacende discussões sobre possíveis irregularidades atribuídas à estrutura que sustentou a força-tarefa por anos.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre o alvo específico da operação, mas a presença da PF na vara paranaense gera forte expectativa sobre seus desdobramentos e o impacto que podem ter sobre o histórico da Lava Jato.
A diligência ocorre em continuidade a uma decisão tomada em 6 de outubro pelo ministro Dias Toffoli, que autorizou a PF a realizar investigações na 13ª Vara. O ministro atende ao inquérito que apura as denúncias feitas pelo ex-deputado estadual Tony Garcia ao Brasil 247 envolvendo o atual senador e ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro.
Na decisão, Toffoli permitiu que a Polícia Federal tivesse acesso ao acervo documental da vara, incluindo processos, mídias e objetos ligados às apurações. Ele destacou que o exame presencial dos materiais é essencial para o avanço das investigações.
O ministro também rejeitou o pedido da defesa de Moro para retirar o inquérito do STF sob o argumento de que os fatos investigados ocorreram antes de seu mandato no Senado. Com a negativa, o caso permanece sob jurisdição da Suprema Corte, reforçando a relevância institucional e política do processo em curso.