Pesquisa BTG/Nexus 2026: Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro e lidera em todos os cenários eleitorais

O levantamento aponta crescimento de Lula nas intenções de voto e aumento da vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), tanto no primeiro quanto no segundo turno

A nova pesquisa BTG/Nexus para a eleição presidencial de 2026, divulgada nesta segunda-feira (15), mostra um cenário amplamente favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento aponta crescimento de Lula nas intenções de voto e aumento da vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Realizada entre os dias 12 e 14 de junho com 2.017 eleitores em todo o país, a pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06645/2026.

Lula cresce e Flávio Bolsonaro recua no primeiro turno

No principal cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%. Em comparação com a pesquisa anterior, divulgada em maio, o presidente avançou dois pontos percentuais, enquanto o senador perdeu dois pontos.

Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 4%. Romeu Zema (Novo), Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) registram 2% cada. Aécio Neves (PSDB) e Cabo Daciolo (Mobiliza) aparecem com 1%.

Brancos, nulos e nenhum candidato somam 5%, enquanto 3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

O resultado amplia para nove pontos a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro e confirma uma tendência observada nos últimos meses: crescimento do presidente e retração do principal nome do bolsonarismo para a disputa presidencial.

Segundo cenário confirma vantagem de Lula

Em um segundo cenário de primeiro turno, mais enxuto, Lula aparece com 43%, contra 34% de Flávio Bolsonaro.

Renan Santos registra 5%, Ronaldo Caiado soma 4%, enquanto Romeu Zema e Joaquim Barbosa alcançam 3% cada. Brancos e nulos representam 6% dos entrevistados, e 2% permanecem indecisos.

A comparação com os números de maio mostra que a vantagem do presidente passou de seis para nove pontos percentuais.

Voto espontâneo mostra liderança consolidada de Lula

No levantamento espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 36% das intenções de voto, contra 27% de Flávio Bolsonaro.

O dado é considerado relevante pelos analistas porque mede a lembrança espontânea do eleitor e o grau de consolidação política de cada candidatura.

A série histórica mostra crescimento contínuo do presidente. Em março, Lula tinha 32%; agora alcança 36%. Flávio Bolsonaro passou de 26% para 27% no mesmo período, mantendo-se praticamente estável.

Lula amplia vantagem no segundo turno

A pesquisa BTG/Nexus também simulou cenários de segundo turno e aponta vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro.

No confronto direto, o presidente registra 49% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 43%. Brancos, nulos e nenhum candidato somam 8%.

Na pesquisa anterior, Lula tinha 47% contra 43% de Flávio. O novo levantamento mostra que a vantagem do presidente aumentou para seis pontos percentuais.

Além de vencer Flávio Bolsonaro, Lula também aparece à frente de outros possíveis adversários:

Bolsa Família e baixa renda impulsionam desempenho de Lula

O presidente mantém forte apoio entre beneficiários do Bolsa Família. Nesse segmento, Lula alcança 62% das intenções de voto no primeiro turno, contra apenas 20% de Flávio Bolsonaro.

Entre os eleitores que não recebem o benefício, Lula também lidera, com 40%, contra 35% do senador.

Os dados mostram que a força eleitoral do presidente não se restringe aos beneficiários de programas sociais, alcançando também outros segmentos da população.

Nordeste segue como principal reduto eleitoral de Lula

A região Nordeste continua sendo um dos maiores pilares da vantagem nacional de Lula.

No cenário de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, o presidente alcança 66% das intenções de voto entre os nordestinos, enquanto o senador registra 28%.

O levantamento também aponta ampla vantagem entre os eleitores de menor renda. Entre aqueles que recebem até um salário mínimo, Lula marca 59%, contra 34% de Flávio Bolsonaro. Na faixa entre um e dois salários mínimos, o presidente registra 57%, contra 37% do senador.

Mulheres garantem vantagem ao presidente

O recorte por gênero revela uma diferença significativa entre os candidatos.

Entre as mulheres, Lula lidera com 55% das intenções de voto no segundo turno, contra 37% de Flávio Bolsonaro.

Entre os homens, o senador aparece numericamente à frente, com 49% contra 42% do presidente.

O resultado reforça uma tendência observada em levantamentos recentes, que apontam maior resistência do eleitorado feminino ao bolsonarismo.

Lula tem menor rejeição e eleitorado mais fiel

Outro indicador importante da pesquisa é a rejeição dos candidatos.

Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum. No caso de Lula, a rejeição é de 47%.

A pesquisa também mostra que 38% dos entrevistados afirmam que Lula é o único candidato em quem votariam, enquanto apenas 25% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.

Entre os eleitores que já escolheram seus candidatos, 81% dos apoiadores de Lula afirmam que a decisão é definitiva. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, esse índice é de 77%.

Pesquisa aponta vantagem estrutural de Lula para 2026

O conjunto dos números da pesquisa BTG/Nexus indica uma posição favorável para Lula na corrida presidencial de 2026. O presidente lidera no voto espontâneo, nos cenários estimulados de primeiro turno e nas simulações de segundo turno.

Além disso, apresenta menor rejeição, maior percentual de voto consolidado e desempenho superior em segmentos estratégicos do eleitorado, como beneficiários do Bolsa Família, mulheres, eleitores de baixa renda e moradores do Nordeste.

Para Flávio Bolsonaro, os dados apontam dificuldades para ampliar sua base eleitoral além do núcleo mais fiel do bolsonarismo, mantendo distância significativa em relação ao atual presidente da República.