Na noite desta segunda-feira (19), um novo vídeo do pastor evangélico Eduardo Costa, de Goiânia, voltou a agitar as redes sociais. Esta é a terceira vez que o religioso é flagrado em trajes íntimos — desta vez, usando uma peruca e uma calcinha vermelha enquanto caminha tranquilamente por uma rua da capital goiana. A cena rapidamente viralizou e reacendeu discussões sobre a conduta do autointitulado bispo, conhecido por seus sermões moralistas e ataques à comunidade LGBT.
"Investigação pessoal"
Nos vídeos anteriores, Costa já havia sido registrado em situações semelhantes, usando peruca loira, maquiagem e roupas íntimas femininas em locais públicos, próximos a bares. Confrontado pelas imagens, ele admitiu ser o homem filmado, mas alegou que tudo fazia parte de um "disfarce" utilizado em uma "investigação de cunho particular".
“Estava conduzindo um trabalho sério, uma investigação pessoal”, declarou em um vídeo ao lado da esposa, Valquíria Costa. Segundo ele, os vídeos seriam parte de uma tentativa de extorsão — embora o pastor não tenha detalhado o objetivo da tal investigação, tampouco apresentado qualquer boletim de ocorrência ou outro registro oficial.
Quem é Eduardo Costa
José Eduardo da Silva Costa, que se apresenta como bispo Eduardo Costa, é pastor, cantor gospel e afirma ser técnico judiciário do Tribunal de Justiça de Goiás. Ele preside o Ministério Internacional do Poder e Milagres de Deus, cuja sede registrada é uma sala comercial em Goiânia. Nas redes sociais, possui cerca de 1,6 mil seguidores em um perfil privado no Instagram e quase 700 inscritos em seu canal no YouTube. Uma de suas músicas, intitulada Barrabás, ultrapassa 50 mil visualizações.
O primeiro vídeo que ganhou repercussão foi divulgado por uma página local. Segundo moradores, o comportamento do pastor não seria um caso isolado. Internautas relatam já tê-lo visto em outras ocasiões vestido de forma semelhante, especialmente em áreas movimentadas da cidade.
Moralidade em xeque
Enquanto alguns fiéis defendem que a vida pessoal do pastor não deve ser motivo de exposição pública, muitos outros veem nas imagens a expressão da hipocrisia de líderes religiosos que condenam comportamentos alheios em seus discursos, mas mantêm uma conduta privada que contradiz suas pregações.