O papa Leão XIV afirmou que a Venezuela deve manter sua independência após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA. Demonstrando preocupação, o pontífice pediu respeito aos direitos humanos e rejeitou qualquer solução violenta.
O QUE ACONTECEU
Após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelo governo dos Estados Unidos, o papa Leão XIV afirmou neste domingo (4) que a Venezuela deve preservar sua soberania e continuar sendo um país independente. O pontífice declarou acompanhar os acontecimentos com “profunda preocupação” e fez um apelo público pelo respeito aos direitos humanos.
Durante a oração dominical na Praça de São Pedro, no Vaticano, o papa ressaltou que o bem-estar do povo venezuelano deve se sobrepor a qualquer outro interesse. “O bem-estar do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre todas as outras considerações, conduzindo à superação da violência e à abertura de caminhos de justiça e paz, com garantia plena da soberania do país”, afirmou.
Esta não é a primeira manifestação do pontífice sobre o tema. No início de dezembro, Leão XIV já havia defendido que os Estados Unidos priorizassem o diálogo com a Venezuela antes de qualquer operação no território do país, posicionando-se de forma clara contra soluções violentas.
Primeiro papa nascido nos Estados Unidos, Leão XIV mantém, no entanto, uma relação histórica com a América Latina. Missionário por quase três décadas no Peru, o pontífice chegou a se naturalizar cidadão peruano, experiência frequentemente citada como determinante para sua visão sobre os desafios políticos e sociais da região.