Outra tragédia no Rio: Bebê morto ainda na barriga é enterrado com a mãe, pai também é morto!

Em um gesto simbólico e emocionante, foi realizado durante o velório um chá revelação em memória ao bebê que não chegou a nascer

Um crime brutal chocou moradores do Rio de Janeiro e comoveu o país nesta sexta-feira (1º). O bebê que seria chamado Matheus, morto após ser atingido por um tiro na cabeça ainda no ventre da mãe, foi enterrado no colo de Ariane Anselmo Cortes, de 31 anos, em uma cerimônia marcada por forte comoção no Cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste da capital fluminense.

Ariane, que estava grávida de seis meses, e o companheiro, Igor Dante Santos, de 29 anos, também mortos no ataque, foram sepultados na mesma cerimônia. Segundo familiares, médicos ainda tentaram realizar um parto de emergência para salvar o bebê, mas a criança não resistiu aos ferimentos.

Vestidos de branco, amigos e parentes prestaram as últimas homenagens à família, vítima da violência urbana. Em um gesto simbólico e emocionante, foi realizado durante o velório um chá revelação em memória ao bebê que não chegou a nascer.

O que aconteceu

O crime ocorreu na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. De acordo com a polícia, o casal havia ido ao local buscar itens para o chá revelação quando foi surpreendido por criminosos.

Igor morreu no local. Ariane, atingida por cinco disparos, chegou a ser socorrida, mas não resistiu. A jovem ainda faria aniversário no dia seguinte ao crime. O casal se preparava para celebrar a chegada do primeiro filho juntos.

Investigação aponta disputa entre facções

As investigações indicam que o ataque pode estar relacionado à disputa territorial entre criminosos do Comando Vermelho e milicianos que atuam na região. Uma das principais linhas apuradas pela Delegacia de Homicídios da Capital é a de que Igor teria sido confundido com um integrante de milícia.

Familiares contestam qualquer ligação das vítimas com atividades criminosas. Segundo relatos, Igor trabalhava na área de logística de uma grande empresa de comércio eletrônico, enquanto Ariane era formada em biomedicina.

“Eles nunca tiveram envolvimento com nada. Eram pessoas de coração bom, sempre dispostas a ajudar”, afirmou uma amiga próxima da família.

Dor e descrença por justiça

Ariane deixa um filho de 10 anos. Em meio à dor da perda irreparável, familiares afirmam não acreditar que o caso terá punição.